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A Carta parte 1
Cap 1
Informações Gerais
Série Twisted Mystery: A Carta do Além
Temporada 1
Arco 1
Número do Episódio 1
Sequência
Episódio Seguinte A Carta parte 2
Créditos
Escrito por DetectiveWhite
A Carta parte 1 é o primeiro capítulo de Twisted Mystery: A Carta do Além e o primeiro de toda a franquia Twisted Mystery.

Sinopse Editar

Uma encomenda misteriosa chega a Manfred Ghamar e com ela vem uma carta de um antigo professor de fisica-quâtica do jovem, porém tem algo errado... esse homem que enviou a carta já deveria estar morto.

Enredo Editar

“Meu bom aluno e amigo, Manfred,

Espero que tenha recebido essa carta sem qualquer problema, espero que você ainda se lembre de mim porque preciso da sua ajuda. Fui raptado e mantido em cativeiro por 3 meses e, por sorte, tive acesso suficiente ao exterior para mandar essa encomenda para você, sei que só alguém com tal inteligência pode chegar até mim, mas o problema é que nem eu sei onde estou... porém, para ajuda-lo, coloquei nessa caixa algumas notas e fotos sobre pessoas e lugares que talvez possam ajudar a me encontrar. E quase me esquecia do relógio de bolso, eu não sei muito acerca desses relógios, porém eu reparei que os raptores davam muita importância para ele, deve ter algo importante.

Por favor, preciso que venha me resgatar, é minha última esperança.

Assinado: Raphael Maselv.”

Era o que dizia uma carta que estava sendo segurada por um jovem de 19 anos, olhos negros, pele meio bronzeada, cabelos castanhos espetados pela parte de trás e uma franja do lado direito, boné azul, casaco da mesma cor assim como a gravata, camisa social branca por baixo, tanto do casaco quanto do colete verde escuro, calção laranja, meia azul e botas negras e que não parecia muito convencido com as palavras escritas naquele papel.

Porquê? Fácil, esse jovem, cujo nome é Manfred Ghamar, tinha ido ao próprio funeral do home que tinha entregado essa encomenda a ele com essa carta, sendo que o funeral foi à 3 meses, tempo dito na carta que ele esteve “preso” e a entrega dessa encomenda foi à 2 semanas atrás.

Mas... e se fosse verdade? E se esse homem tivesse realmente sido raptado? Não teria sido mais fácil entregar isso à polícia? E porquê seria entregue logo a Manfred? Sua inteligência, de facto, excedia a dos outros, mas ao ponto de encontrar alguém que foi raptado? Não seria pedir demais?

29-016

Mesmo assim, era necessário confirmar e era exatamente por isso que o jovem estudante estava naquele trem a carvão e a vapor, ele iria visitar um antigo cientista, amigo de Raphael, que, por rumores, foi um dos últimos a ver o homem e também foi um dos que não compareceu no funeral.

Segundo o que Manfred reuniu, esse homem tem o nome de Gregory Heiggt, era um antigo cientista cuja a carreira foi curta já que o trabalho de sua vida foi impedido por causa do pouco financiamento do mesmo, mas ainda assim foi permitido que o cientista continuasse com o dinheiro do projeto e assim arranjou uma bela casa no Texas, sendo esse o destino que aquele comboio levava...

Também, as pistas que o professor de física-quântica do acastanhado deixou não eram as melhores, a caixa era de uma madeira grossa e incapaz de ser aberta por meios normais, Manfred até pediu a um carpinteiro em Detroit, sua moradia atual, que usasse um machado, mas algo incrível aconteceu, o machado foi quebrado em pedaços bem pequenos ao bater na caixa.

E depois havia o relógio de bolso, até agora a única coisa que o jovem pôde fazer foi ver as horas e, claramente, isso não ajudaria em praticamente nada para descobrir o suposto local onde professor Maselv estaria.

-Desculpe? Gostaria de algum doce? -Palavras tão suaves como o vento foram dirigidas a Manfred, quando viu, era aquela mulher que fica distribuindo doces e outras guloseimas pelo comboio aos passageiros, como amendoins e, para além dos doces em si, também tinha o inocente rosto da mulher, que devia ter uns 20 e poucos anos, deixando impossível não querer comprar nada só para o alegrar ainda mais, mas Manfred não poderia dar essa satisfação.

-Oh, não, obrigado, é que eu só trouxe dinheiro para a ida, vinda e ainda um almoço, mas obrigado mesmo assim. -Obviamente que a empregada não se entristeceu só por causa disso, ela compreendeu que o dinheiro do jovem era pouco e não podia ser gasto com tais coisas, então ela foi embora e deixou o de boné azul sozinho novamente.

Manfred analisou de novo o relógio e, como sempre, não havia nada de diferente... ou será que havia...? Ao pressionar o botão do lado do relógio, um flash de luz atingiu a mente do estudante, ele pôde ver um frasco de veneno numa prateleira e o mesmo sendo retirado por alguém...

Após essa visão passar, Manfred só conseguiu soltar o relógio na mesa e segurar a sua cabeça que sentia uma tontura tão forte quanto a vez que ele bateu num sinal sem querer enquanto andava... e perante a tal situação só havia uma pergunta na mente do jovem... O que foi isso?

«...»

Finalmente, Manfred chegara no local designado, uma pequena cidade que era um estereótipo daquelas cidades turísticas que possuem bons estabelecimentos e boas atrações, mas não é aquele tipo de cidade que você vai para lá morar, maior parte dos que moram nela deveriam ser de pessoas anos atrás.

Agora a questão era descobrir onde, exatamente, era a casa do tal cientista... o estudante olhou para os lados e não viu ninguém que parecesse disposto a ajudá-lo, mas logo um outro problema surgiu e esse talvez alguém pudesse ajudar e esse problema se chamava... fome...

Olhando pelas ruas, Manfred achou o que queria, um pequeno mercadinho onde compraria algo para preencher o vazio no estômago... ao entrar, viu que era mais pequeno do que parecia de fora, mas isso não era importante no momento, o jovem foi indo pelas prateleiras, à procura de comida, mas o máximo que havia eram comidas enlatadas, realmente os estabelecimentos da cidade faziam jus aos moradores...

-Ah, desculpe... -Pediu uma voz tímida ao lado de Manfred, quando ele foi a ver, encontrou dois olhos inocentes iguais a de um cachorrinho que eram pertencentes a uma jovem, talvez da idade de Manfred, de cabelos castanhos e com mechas de tom mais escuro e claro em certas partes e que usava um vestido laranja com mangas e um zíper peludo só até à zona do peito, mangas creme iguais ao zíper, um laço vermelho enrolado à cintura, detalhes cor de creme no final do vestido, botas verdes escuras e outro laço no cabelo que fazia um cabide cavalo. -Pode alcançar aquilo para mim? -Perguntou, apontando para um frasco que estava numa prateleira acima que a jovem não chegava por si só.

-Sim, claro! -Respondeu o estudante, um pouco animado e ele pegou o que a jovem pediu, vendo de raspão que era uma lata de cafeína, isso surpreendeu Manfred, o café vinha até em latas. -Aqui está.

-Obrigada, hmmm, eu nunca o vi por aqui... -Comentou a de vestido laranja e Manfred até ficou sem jeito ao perceber que ser novo numa cidade poderia ser como o primeiro dia de escola.

-Sim, digamos que eu sou um turista... vim visitar o senhor Gregory Heiggt...

-Ah! Ele é meu patrão! Posso levar você até ele! -Ao ouvir isso, o jovem estranhou bastante a afirmação, porque uma jovem como aquela estaria servindo a alguém e não numa universidade, ou numa escola? Se bem que Manfred não era do tipo que comentava esses assuntos.

-Muito obrigado, já agora, sou Manfred, Manfred Ghamar.

-Louisa, Louisa Dustiny. -Após as apresentações, os dois jovens apertaram a mão um do outro e seguiram para o caixa...

«...»

E lá estavam eles, na frente do portão do que deveria ser uma casa, mas na verdade era uma mansão enorme... Manfred jamais conseguiria alguém para o trazer, afinal, a mansão ficava numa colina bem grande que é necessário um grande caminho a pé, porém ele encontrou alguém que já vive na mansão e não se importou em mostrar o caminho...

Louisa tocou na campainha e esperou alguém a atender e quem o fez foi um homem bem velho, que era baixinho e tinha um bigode tão pequeno quanto ele mesmo.

-Oh, olá Louisa, já voltou das compras? -A jovem assentiu. -Ótimo, estamos quase na hora do almoço e o senhor Heiggt não consegue passar sem seu cafezinho antes do almoço...

-Eu sei senhor Crystu, me apressei ao máximo para trazer o café e de brinde trouxe um visitante. -Exclamou Louisa, deixando Manfred a olhar para ela com um olhar ofendido, ele era um brinde da viagem? 

-Sim, vejo que trouxe um jovem cavalheiro consigo, diga-me garoto, o que veio fazer aqui? -Nessa hora, o jovem escolheu bem suas palavras, não podia falar sobre a encomenda, que estava em às suas costas, dentro de uma mochila e nem sobre Raphael, porém tinha de dar alguma justificativa para ver Gregory.

-Vim falar com o senhor Heiggt por causa de um projeto de ciências meu. -Foi a melhor justificativa que Manfred arranjou, o tal de Crystu coçou o queixo, não muito convencido, mas aceitou ela mesmo assim, deixando os dois entrarem.

Ao passarem pelo portão e depois entrando de verdade na mansão, Manfred pôde ver o quão gloriosa era aquela residência, um salão enorme já de início com um monte de empregados e empregadas correndo de lá para cá.

-Que confusão... -Murmurou Manfred.

-É, é sempre assim... mas dá para se habituar rápido, afinal, só estou aqui à 2 meses e já me acostumei, vem, vou te levar até à sala porque preciso mesmo ir entregar o café ao senhor Heiggt, mas depois você pode ir vê-lo. -Manfred assentiu, deixando Louisa o levar pelo braço até à sala de estar, onde tinha menos empregados em total desespero.

«...»

Já fazia 20 minutos que Manfred esperava a volta de Louisa e ainda nada, ele se fartou de esperar e levantou do lugar, indo para o próximo andar que, provavelmente, era onde ficava os quartos e olhou para os lados, procurando alguma porta com melhores cuidados que deveria ser do dono da mansão, mas, enquanto procurava, ele escutou uma conversa vinda de um dos quartos...

-Como pode ser tão insensível?! Depois de tudo o que aconteceu entre nós?! -Gritou uma voz feminina vinda do quarto, quando Manfred olhou pela brecha da porta, pôde ver uma empregada de cabelo azul ciano com uma franja para o lado, óculos, duas tranças na frente que tinham um pequeno laço no fim, casaco negro, camisa social por baixo do casaco, saia longa da cor negra, meia alta até os joelhos e uns sapatos de dança negros.

-Não é nada pessoal, simplesmente eu sou um homem de grande lealdade aos meus. -Falou um homem de terno castanho, cabelo, bigode e barba da mesma cor só que mais marrom, uma careca pela parte de cima e uma camisa branca por baixo do terno, junto de sapatos da cor castanho morto.

-Se você é tão leal, porque está fazendo isso comigo?! -Perguntou a mulher com evidente raiva na voz.

-Até onde sei, não estamos casados para me exigir nada e não temos nenhum vínculo maior, por isso, aconselho que saia e se acalme antes de fazer alguma idiotice... -Pediu o homem e a mulher começou a andar na direção da porta, Manfred, obviamente teve de correr para não ser descoberto e ficou atrás de uma parede numa curva para o outro lado do segundo andar, vendo a mulher saindo com certa ansiedade no rosto...

Algo estava se passando naquela casa, isso Manfred tinha a certeza, mas não era assunto dele mesmo, né? Ele só ia falar com Gregory e voltaria para casa... pelo menos era o que queria...

-Agggghhhhhhhh!!! -Gritou uma voz que o estudante reconheceu na hora, era Louisa e vinha bem de perto dele... o jovem correu para onde tinha vindo o grito e encontrou a tal porta que deveria ser do quarto, ou escritório, do dono da mansão.

Manfred nem fez cerimônia, ele abriu a porta com um chute e encontrou nada mais que Louisa tentando acordar um homem de grande pelugem verde na cara que usava um casaco de pelo vermelho com colarinho azul, camisa branca por baixo e um laço vermelho, assim como as calças e com sapatos azuis.

-Senhor Heiggt! Senhor Heiggt, acorde! -Pedia a jovem com um tom desesperado e preocupado pelo homem não estar levantando ou dando resposta. 

-O que aconteceu?! -Perguntou Manfred, surpreso com a cena que via.

-E-e-eu não sei! Ele estava conversando comigo e depois caiu no chão sem mais nem menos!

-Vou chamar ajuda!

Personagens Editar

Manfred Ghamar

Raphael Maselv

Louisa Dustiny

Jason Crystu

Sandra Coellpryt

Michael Raitor

Gregory Heiggt (morto)

Curiosidades Editar

  • A cena do trem foi inspirada no início de um dos jogos de The Room.
  • A cidade que Manfred chega é referência à cidade do filme Carros.
  • Originalmente, era para ser apenas um capítulo, porém o criador da fanfic pensou que era melhor dividir o capítulo em dois por causa do excesso de palavras que teria.
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