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A Verdadeira Amazona
DeuseseMortaisEp2
Informações Gerais
Série Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais
Arco Paz
Número do Episódio 2
Sequência
Episódio Anterior Deuses e Mortais
Episódio Seguinte Portas Abertas
Créditos
Escrito por GL
A Verdadeira Amazona é o segundo episódio de Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais.

SinopseEditar

Um homem cai em Themyscira, e a oráculo revela que o retorno de Ares está próximo. Agora, um torneio deve ser feito para decidir a campeã da Ilha Paraíso que irá levar o forasteiro para seu mundo e derrotar o Deus da Guerra.

EnredoEditar

O homem loiro acordou com uma mulher de cabelos pretos e olhos azuis, que seria Diana, lhe observando. Ele se sentiu na cama em que estava deitado, e olhou fixamente para ela por alguns segundos, e depois, revirou seus olhos para observar o quarto em que se localizava. – Onde... Que eu estou? Você é um anjo? – ele se virou, observando a beleza da mulher, que estava quieta por ali. – Você sabe minha língua? – perguntou para ela. Ficou sem uma resposta por alguns segundos. – Eu... conheço um pouco... de tua...  língua – disse, travando em algumas partes das palavras. – Meu Deus, isso é ótimo – O homem disse, esperançoso. Hipólita apareceu empurrando a porta do quarto, discutindo com uma amazona loira. – Rainha, Diana... – a amazona loira disse. – Eu não ligo para isto – Hipólita responderia, encontrando Diana e o homem no quarto. 

– Diana, não fique perto deste homem. Saia, agora! – ela manda, mas sua filha hesita. – Mãe, acalme-se. Este homem não fez nada – a filha diz se botando na frente do homem loiro. – Esqueceu de nossa regra de nunca levantar a mão para um ataque quando podemos estender elas? –. Hipólita dera um sorriso mas empurrou Diana para o lado, avançando contra o pescoço do homem com sua mão. – Eu amo-te, filha. Amo mesmo. Mas esse homem... Ele precisa vir conosco – ela se virou para sua filha – Para ser interrogado -. As três, com o homem sendo carregado por uma delas, chegariam à sala do conselho das amazonas, onde Núbia desenrolaria um laço dourado que estava preso em uma caixa e alcançaria ele para sua rainha. – Tem certeza disso, minha rainha? – ela disse antes de entregar, e Hipólita concordou com sua cabeça. As amazonas enrolaram o homem com o laço dourado.  

– Então, homem, quem seria você? – ela disse, em uma língua que era grego para ele. Mas no momento em que o laço dourado brilhou, o homem a entendeu facilmente, e começou a falar naquela mesma língua. – Steve Rockwell Trevor, agente da A.R.G.U.S e aviador – se sentiu forçado a revelar, sem mesmo nem querer. – Que merda essa porcaria fez com a minha cabeça? – ele abaixou sua cabeça, observando o laço dourado. – Esse é o laço dourado de Hefesto. Qualquer um que tocar nele será forçado a contar a verdade – explicou a rainha. Antíope apareceu da multidão que o conselho formava, irritada. – Já chega, minha irmã. Mate-o! Chega desta enrolação! O nosso escudo está enfraquecido, esses homens repugnantes podem acabar por invadir o nosso mundo! – ela diz, olhando sua irmã continuando seu interrogatório, e Diana, ao ouvir aquilo, se intromete na conversa. – Tia, acalme-se. Esse homem não fez nada de ruim, até agora. Núbia, que o encontrou, tem certeza que foi um erro daquele pássaro de aço voador – ela disse fitando sua tia. – Pergunte a ele, mãe. Pergunte! – Diana se virou para Hipólita. 

- Muito bem. Então, Steve Rockwell Trevor. Como descobriu a localização desta ilha? – ela perguntou. – Estávamos... voando por aqui. Eu... Só lembro que eu estava com meus amigos e outros agentes... Ei, os agentes! Onde eles estão?! – ele disse, quase caindo da cadeira em que estava sentado. – Você... Foi o único que não foi parar nas garras de Hades – Núbia explicou, se aproximando. – Que?! – ele gritou e localizou seus olhos em Hipólita – Que diabos de lugar é esse?! – ela se recusou a falar, mas Diana estava com pena do pobre homem. – É... Themyscira. – Ela conseguiu falar na língua dele. Antíope continuou encarando sua irmã – Por Zeus, Diana. Está fora de si?! Dando nossa localização ao inimigo homem? Hipólita, não esqueça das maldades que o Hércules fez conosco. Você quer que tal coisa aconteça de novo?! – ela falou irritada.  

- Irmã, chega. Este homem não é nosso inimigo. Diana, não revele a nossa localização para tal homem – ela se virou para o homem sentado em seu trono, amarrado pelo laço. – Muito bem, já chega. Steve Rockwell Trevor, tem alguma coisa a mais para complementar? – ela se virou para ele. Se mexendo na cadeira, ele deu um breve sorriso. – Bem, já que perguntou, a sua filha é linda – ele disse. – Matá-lo não é má ideia – Troia disse olhando para Núbia e sorrindo. Hipólita deu um breve sorriso para ela, e se virou para as mulheres que ali estavam, as que participavam do conselho. – Então, a oráculo me informou que, assim que tal homem chegasse nesta ilha – ela apontou para Steve – teríamos que fazer um torneio para descobrir qual de nós iria levar ele para sua terra natal e... Teria poder o suficiente... Para impedir o retorno do Deus da Guerra – Quando ouviram aquelas palavras, as amazonas do conselho ficaram surpresas, e depois, expressões de medo marcaram seus rostos.  

- Então, que um torneio aconteça e que a melhor das amazonas seja escolhida. Se isto for verdade, essa mulher terá força e poder suficientes para derrotar o Deus da Guerra e terminar finalmente com sua ameaça. – Uma mulher de cabelos tão pretos quanto os de Diana se pronunciou pelo conselho. – Myrina está certa, se essa mulher é tão poderosa, ela poderá derrotar Ares, tenho certeza. – afirmou Núbia. – Então temos um torneio em três dias – Hipólita finalizou. Assim que as amazonas do Conselho partiram do local e Steve voltaria para o quarto em que estava, Diana discutia com sua mãe. – Por favor, mãe. Pelo amor de Hera – ela pede, nervosa. – Já chega, Diana, é uma negação. Você não irá participar – Hipólita afirmou, também nervosa. – Por quê? Acha que eu não tenho poder o suficiente? – ela tenta repetir com o mesmo tom de voz de antes.  

– Sim, você nem recebeu um treinamento. Eu te proíbo de participar deste torneio, filha – ela diz, com toda sua raiva. Diana calou-se. – Agora, volte a teu cômodo – Sua mãe saiu irritada do local, se direcionando para seu quarto. O dia do torneio chegou, e Diana treinava com sua mestra na mesma floresta em que foi treinada por oito anos. – Ela me proibiu de participar por “não ter força o suficiente”, por Zeus... – disse Diana, enquanto participava de uma luta de espadas com sua mestra. – Ignore o que ela te falou e participe, já que tanto quer – sua mestra disse. Diana conseguiu atacá-la com um chute e derrubá-la – O problema é que ela saberá se eu participar – ela explica, estendendo sua mão para a oponente, ajudando a levantá-la.

- Não é deste jeito, Diana. Se você quiser, te darei o meu capacete. Faz séculos ue não o utilizo em uma luta – sua mestra parou a luta para explicar e sentou-se em uma pedra. – Capacete? – Diana também havia se sentado. – Então tu não sabe? Uma regra criada pela rainha. Todas nós escondemos nossas identidades em um torneio, mas a identidade da vencedora sempre é revelada no final – ela explicou – Se você participar e perder, tua mãe nunca irá descobrir sua identidade, mas se ganhar... Bem, acho que, sendo  mãe, ela vai estar orgulhosa demais de sua filha para se importar. Você vence de qualquer jeito, eu sei disso– Olhando para sua mestra, Diana avançou e a abraçou, com toda a força que tinha em seu corpo. – Obrigado, Núbia – ela disse.  

– Ei, chega disso, amazona! Está machucando! – disse Núbia, rindo e fazendo sua aprendiz a soltar - Você tem que treinar para as próximas horas, pois não será um desafio fácil – Núbia tinha certeza que Diana conseguiu superá-la, e que ela poderia vencer esse torneio, graças ao seu treinamento, e principalmente, por ser abençoada com as habilidades dos deuses. E assim, a hora chegou. Milhares de amazonas estavam reunidas em um coliseu, preparadas para a batalha, com seus capacetes escondendo suas identidades. Outras também assistiam da plateia, e entre elas estavam Núbia e Troia. Hipólita apareceu na parte mais alta da plateia, ao lado de Steve, que estava amarrado por um laço comum.  

– Amazonas, estamos aqui em cumprimento às ordens de nossa oráculo – ela anunciou, olhando para as guerreiras reunidas em fila. – Perante nós, há um exército de nossas melhores guerreiras. Entre elas, uma será eleita campeã. Ela deverá escolher o destino do forasteiro – ela mostrou Steve Trevor com seus braços – e assumir lugar como protetora de nosso povo nesse tempo de trevas. Teremos desafios aleatórios, e no final, as quatro finalistas lutarão entre si. Não esqueçam, não matem. Não somos as mesmas selvagens de milênios atrás. Somos amazonas – ela se sentou – Que a competição comece –. O primeiro teste foi tiro ao alvo, montadas em cavalos. Muitas eram habilidosas, conseguiam atirar bem, mas em cima de seus cavalos, não conseguiam se manter. Mas uma delas foi destaque, para quem assistia e também para Diana. Ela conseguia controlar seu cavalo ao mesmo tempo que acertava no meio de seu alvo.  

Mal sabiam as amazonas que essa era Ártemis, a amazona mais habilidosa com arco e flecha. Poucas amazonas caíram nesse desafio, e Diana foi uma que quase falhou. Enquanto cavalgava, sua montaria foi atacada por alguém misterioso, que Diana achava que seria sua rival, Mala. Mas ela conseguiu manter seu cavalo em pé e conseguiu passar para o segundo desafio. No segundo desafio, as amazonas tinham que dar a volta no coliseu inteiro, em cima de uma corda, e também precisavam empurrar suas inimigas para vencê-las. Nesse jogo, uma que chamou atenção foi Io, que se equilibrava muito bem e, quando era empurrada, nem sentia, e golpeava suas inimigas com um soco na barriga, fazendo-as cair. E, como dito por Hipólita, somente quatro foram finalistas. As amazonas não sabiam quem era, mas as consideravam suas guerreiras mais preciosas agora. Eram na verdade Io, Artemis, Mala e a última, era Diana.  

– Agora que as nossas finalistas foram escolhidas – Hipólita disse, vendo que tinham mais pessoas na plateia: as que foram derrotadas – elas irão batalhar entre si, como um campeonato. Primeiro, será duas delas – ela apontou, sem saber, para Diana e Mala – então, mais duas – ela apontou para Io e Artemis – e assim, as duas vencedoras irão ter um confronto final. E quem ganhar a luta, será a campeã. Irei lhes dar a chance de escolher uma arma – ela finalizou, olhando para Diana e Mala. – Eu pegarei a espada e o escudo – disse Diana, olhando as armas no chão ao seu redor e avançando para pegar. – Então, eu pegarei a lança – Mala disse, e seguiu para fazê-lo. – Não esqueçam, sem mortes. Aquela que cair primeiro, perde. Não foram treinadas para nada, amazonas – Antíope interferiu Hipólita e proferiu suas palavras.  

Assim, a batalha se iniciou. Usando a sua espada, Diana fez um ataque direto contra sua inimiga, que conseguiu defender com sua lança usando suas duas mãos para erguer e impedir o golpe. Mala chutou sua inimiga, que conseguiu ficar em pé por pouco. – Não fora treinada por alguém tão inteligente, não é? – Ela disse, e em seguida, sem prestar atenção, o cotovelo de Diana estaria avançando contra seu rosto. Ela conseguiu se segurar com a lança, colocando-a no chão e pulando sobre ela. Ela avançou usando sua arma, mas sua inimiga se defendeu utilizando seu escudo. Empurrando o escudo como uma arma contra Mala, Diana consegue tirar a lança das mãos delas, e com um chute na perna, a inimiga acaba por cair. Diana vence a primeira luta.  

A próxima luta começou, entre Io e Artemis. Respectivamente, uma escolhe um bastão e a outra, um arco, uma aljava e dez flechas. – Só vou precisar de duas – Artemis disse, confiante. Io a atacou inicialmente, mas foi respondida por um soco em seu rosto que a empurrou para trás. A arqueira avançou, sem utilizar sua arma, com chute, mas Io rapidamente segurou. – Você não é a única rápida. Eu só tive um pequeno erro – ela sorriu e atacou Artemis com o bastão, fazendo sangue escorrer de seu rosto – Nada pessoal, irmã –. Ignorando-a, Artemis pega uma flecha e a utiliza como uma espada, confrontando Io, que consegue quebrar a flecha rapidamente. – Então, esta flecha é tão resistente como eu pensava... – a arqueira pensa em voz alta, então avança para aplicar uma flecha no arco, enquanto Io corre ao redor do coliseu para fugir de sua mira. Segundos depois, a flecha atinge o ombro de sua inimiga, que quase cai, mas consegue equilíbrio. Com alguns pulos, ela avança contra Artemis por cima, mas outra flecha atinge seu peito coberto por ferro, mas o golpe empurra seu corpo mais uma vez, fazendo-a cair no chão. Assim que ela cai no chão, Artemis se aproxima e descobre: uma armadura para cobrir o seu peitoral salvou a amazona da morte certa da flecha. Assim, Artemis conseguiu sua vitória.   

A última luta estava para começar, entre Diana e Artemis. As duas estavam elaborando o resultado da luta em suas cabeças, que nem notaram que já poderiam começar o último confronto. Para iniciar, Artemis atirou uma flecha em Diana, mas ela se protegeu com o escudo. – Era só pra chamar tua atenção – ela diz, então avança contra sua inimiga usando seu arco como uma arma, e ela se protege com sua espada. Concentrando sua força em seu chute, Diana acaba por fazer sua inimiga desequilibrar, mas ela consegue se manter em pé, que aproveitou o momento para acertar o rosto da inimiga. Diana acabará por ser empurrada, e ela estava na mira da arqueira assim que recobrou seus movimentos. Sendo acertada no ombro como Io, ela consegue se manter e ignora a dor que se espalhava em seu corpo. Avançando com sua espada e seu escudo, que acabou por destruir as várias flechas que Artemis atirava enquanto ela corria, Diana atinge o arco de sua inimiga com a espada dourada, e o quebra.  

Agora, sua inimiga estava desarmada. – Isso não é justo – ela disse, largando sua espada e seu escudo. – Isto é idiotice... – disse Troia. – Não, isto... É honra. – Núbia a respondeu. As duas começaram uma luta corpo-a-corpo, e apesar por acertar alguns socos em sua inimiga, Diana já estava cansada do dia que passou. Depois de alguns golpes, as duas caíram, uma acima das outras. – Não, só pode haver uma vencedora... – Antíope diz. Depois de alguns minutos, Hipólita decidiu falar – E só há uma, irmã. É aquela que caiu por último -. Aquela que estava por cima deu um sorriso debaixo de seu capacete, e foi andando, quase caindo, até a rainha, e se ajoelhou. – Muito bem, vencedora, tire teu capacete e revela-te – ela disse.  

Lentamente, a amazona vencedora tirou seu capacete, e ao fazer isso, o restante das amazonas na plateia se levantou, e Troia começou a bater palmas, seguida pelas outras amazonas ao seu lado. Um sorriso no canto da boca de Núbia apareceu. – Isso não é possível – comentou Antíope. – A linda mulher... – disse Steve. – Diana... – disse Hipólita, com uma voz desanimada. A vencedora era sua filha, que deixou os seus cabelos pretos e longos cair no chão ao lado de seu capacete, um pouco antes dela desmaiar de cansaço.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • O torneio ao todo foi baseado na fase de George Perez da Mulher-Maravilha, em Lenda da Mulher-Maravilha e no Renascimento da personagem. 
  • Diana sendo proibida de participar do torneio é baseado na fase de George Perez. 
  • O interrogatório de Steve Trevor é baseado no filme animado da Mulher-Maravilha, de 2009.
  • Originalmente, o fim do capítulo seria Diana saindo de Themyscira, mas a cena foi redirecionada para o terceiro capítulo para não ficar tão longo. 
  • O título do capítulo foi baseado na história "Mulher-Maravilha: A Maior Amazona" (em inglês: Wonder Woman: The True Amazon) 
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