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Anistia
LJU-02
Informações Gerais
Série Liga da Justiça: Unidos
Arco A Origem da Justiça
Número do Episódio 2
Sequência
Episódio Anterior O Início
Episódio Seguinte Identidade
Créditos
Escrito por JokerLeo
Anistia é o segundo episódio da série Liga da Justiça: Unidos.

SinopseEditar

Uma das caixas alienígenas é encontradas por um navio de pescadores no Oceano Atlântico. Batman e Superman se aliam novamente para ir até a Baía da Anistia para buscar o artefato.

EnredoEditar

Em uma manhã no oceano atlântico, um navio de pescaria ergue sua rede com um grande gancho para bordo de seu convés. Após soltar a rede, os pescadores aproximam-se e recolhem os peixes para os porem em caixotes para comercialização. “Capitão, o senhor precisa ver algo.” – Diz um homem ao seu superior, levando-o até uma espécie de caixa tecnológica que tivera encontrado dentre os peixes. “O que diabos é isso?” – Pergunta o Capitão. “Bem, eu não sei, mas isso deve valer alguma coisa” – Diz o rapaz que encontrara o artefato. “Quem compraria uma coisa dessas? Tava na água, nem deve fazer mais seja lá o que fizesse antes.” – Diz o Capitão, afastando-se dali sem dar muita importância ao que o outro tivera achado. O rapaz, por sua vez, fica a observar a caixa com curiosidade, até que repentinamente o objeto começa a emitir um estranho sinal que remete ao badalar de sinos. “O que é isso, marujo?” – Pergunta o Capitão, e o rapaz responde que não faz ideia, largando a caixa, que logo em seguida para de emitir o som. O rapaz, nervoso, põe a mão sobre sua testa e suspira, olhando em seguida para o Capitão que, mal humorado como sempre, apenas balança negativamente com sua cabeça.

Alguns minutos depois, o navio segue seu curso em alto mar. O Capitão está em sua cabine guiando o veículo, quando um de seus homens o chama para ir lá fora para ver algo. Ao saírem da cabine, os dois veem no chão sombras estranhas, e ao olhar para os céus, eles veem as criaturas demoníacas, os paredemônios, voando em círculo em torno do navios como urubus em torno de carne.

O capitão corre para dentro de sua cabine e agarra-se ao velho timão desesperado para tirá-los dali. Ele ouve vindo de fora os gritos de sua tripulação, e seu suor frio começa a escorrer por seu rosto, naquele momento as garras de uma das feras atravessa o teto da cabine e sua mão passa chegando em frente aos olhos do capitão.

Outra manhã ensolarada na cidade de Metrópolis. Uma manhã de terça-feira como outra qualquer. “Então agora você trabalha em dupla?” – Pergunta Lois Lane a Clark Kent, sentada em seu gabinete no Planeta Diário. “Lois, fala baixo!” – Diz o homem, em seguida olhando ao redor apreensivo, já que o ambiente está cheio de jornalistas. “Não é bem uma dupla, apenas estamos trabalhando no mesmo caso.” – Completa ele. “Ah, que pena. Seria legal, sabe? Um grupo... Você, o Batman e quem sabe até aquela mulher de Washington. Ouvi dizer que ela também combate ao crime” – Diz Lois. “Há! Duvido que o Batman fosse querer trabalhar em grupo, e quanto à Mulher-Maravilha, o Batman já é estranho o suficiente pra mim.” – Diz Clark sorrindo. Lois aproxima seu rosto do de Clark e o segura por sua gravata azul. “Faz tempo que não saímos juntos, não acha?” – Questiona Lois. “Quando tivermos uma casa nova vamos ter todo o tempo para ficarmos juntos, meu amor.” – Diz Superman aproximando seu rosto do de sua amada. Nesse momento, eles ouvem um toque de celular. Lois solta a gravata de Clark e ele retira seu celular do bolso, estranhando a ligação anônima que recebe.

“Alô?” – Diz Clark ao atender o telefone. “Vá para o seu apartamento, agora.” – Falava a voz de ninguém menos que o Batman. “Espera, desde quando você tem o meu núme...” – Perguntava o jornalista surpreso, quando percebe que a ligação foi encerrada. “Vai sair?” – Pergunta Lois. “Vou sim, se o Perry perguntar por mim, diga que eu tive um imprevisto com a construtora da casa nova.” – Diz o homem beijando a cabeça de Lois, pegando o seu casaco em cima de sua mesa e em seguida deixando o local.

No caminho, Clark reflete um pouco a respeito do Batman. “Eu estou trabalhando com ele. Ele sabe de tudo sobre mim, mas eu não sei nada sobre ele. Quem é esse cara? E se ele não tem poderes, se ele é mesmo um humano comum, como ele faz tudo que ele faz? Ele recebe financiamento, mas de quem?” – Questiona-se enquanto anda pelas ruas de Metrópolis.

Clark chega em seu apartamento e, ao abrir a porta, depara-se com a presença do homem-morcego ali a sua espera, em pé bem no meio da sua sala. “Como sabe onde eu moro e onde conseguiu meu telefone?” – Pergunta Clark. “É meu trabalho.” – Responde o homem-morcego.

“Então...Por que está aqui?” – Comenta Clark. “Recebi a notícia de algo que aconteceu na tarde de ontem. Um navio de pescadores foi atacado por estranhas criaturas em alto mar.” – Conta o Batman. “Eu soube disso. Mas pescadores falando sobre monstros marinhos não é novidade.” – Afirma Clark.

“De fato, mas pelo que eu soube, estes homens traziam a bordo uma estranha caixa que remete à tecnologia alienígena. Mesmo com a tripulação gravemente ferida, eles ainda conseguiram chegar à Baía da Anistia, e surpreendentemente com a caixa.” – Conta o homem-morcego. Enquanto Batman fala, Clark tenta usar sua visão de raio-X para ver através de sua máscara, mas acaba falhando. “Ele estava falando a verdade, ele está sempre preparado, mas quem é ele?!” – Continua a questionar-se em sua mente o Superman. Contudo, ele presta atenção e percebe que Batman possui aproximadamente um metro e oitenta e cinco e pele clara.

Clark pergunta como os pescadores conseguiram escapar, e Batman responde que não sabe, mas conta que conseguiu o contato de algumas pessoas que trabalharam no desembarque das mercadorias do navio e que vão levar a caixa até um velho farol naquela noite. “Baía da Anistia, é? Interessante, já ouvi histórias bem peculiares sobre homens-sereias por ali. Enfim, quer que eu leve você voando?” – Pergunta o Superman, mas ao virar-se percebe que, outra vez, o Batman já partiu. “Será que ele é mesmo um humano?!” – Questiona-se.

Anoitecendo, dois homens chegam próximo de um farol na Baía da Anistia. Ali naquela costa, não há nada mais além do velho farol desligado e um pequeno vilarejo com poucas e pequenas casas ali próximo, algumas até mesmo com luzes apagadas, criando ali uma grande escuridão. “Tem certeza que esse lugar é seguro?” – Pergunta um dos homens. “Esse farol está abandonado há uns anos, deve ser seguro.” – Responde o outro. “Tá, mas eu não me sinto bem em vir aqui de noite entregar algo para um cara que nem conhecemos, não ouviu as histórias do tal homem-sereia que aparece aqui nas noites?” – Pergunta um deles, um rapaz alto e loiro. “Isso são lendas, cara. Apenas lendas.” – Responde o menor.

“Eu não discordaria das lendas se fosse você. A última lenda da qual duvidei descobriu meu telefone.” – Diz uma voz vinda do alto, ninguém menos que o Superman. Os homens ali ficam espantados com a presença do herói. “Su-Superman? É v-você o comprador?!” – Pergunta um deles com os olhos arregalados. “Não, eu sou.” – Dizia o Batman, que acabara de aparecer ali. Batman pede que os homens lhe entreguem a caixa, e eles assim fazem. Em seguida, entrega uma quantia em dinheiro a eles. “50 dólares? Mas que droga é essa? Poderíamos ter vendido por 60 pra decorar alguma casa.” – Diz o menor.

Batman o encara friamente com um olhar intimidador, mas sem dizer uma palavra. Superman também permanece calado observando a situação e analisando cada movimento do Batman. “Ele não se importa em desembolsar dinheiro para negociar com essa gente. Mesmo sendo por um bem maior, ele poderia encontrar outros meios para conseguir a caixa, mas ele parece disposto a gastar dinheiro. Batman é um homem branco de aproximadamente um metro e oitenta e cinco. Ele atua há cerca de 10 anos em Gotham City como detetive e recebe financiamento.” – Analisa Superman em silêncio. “Aí, cara, deixa eles. Tu não vai comprar briga com o Batman, vai?” – Questiona o homem mais alto ao seu parceiro, e este se acalma.

O badalar dos sinos recomeça, e todos começam a estranhar o som. “O que vocês fizeram?” – Pergunta Superman aos homens. “Não fizemos nada! A caixa é de vocês agora, se virem!” – Respondem eles, correndo do lugar imediatamente. “Já ouvi isso antes.” – Comenta Batman.

“Olhe!” – Diz Superman apontando para a lua. Naquele momento, várias criaturas como as que Batman encontrou em Gotham City começam a surgir.

As criaturas pousam ao redor dos dois heróis que ficam de costas um para o outro, cercados pelos parademônios. “1...2..Já!” – Diz Batman, e os dois avançam contra as criaturas, cada um de um lado. Enquanto Batman joga algumas de suas bombas contra um deles, Superman dispara com sua visão de calor contra outro. Batman joga suas cordas prendendo-as aos pescoços de duas criaturas, que avançam de direções opostas contra o morcego, e quando o mesmo salta, os parademônios batem suas cabeças e caem.

Superman soca fortemente um deles, arremessando-o no mar, mas outro surge em suas costas prendendo seu pescoço. O herói consegue segurar o braço da fera e arremessa-la contra outro que se aproximava, derrubando ambos, mas outras criaturas continuam a vir.

Um dos parademônios derruba Batman no chão e prende seus dois braços impossibilitando que ele alcance seu cinto de utilidades. A fera aproxima seus afiados dentes à face do Batman, que vira seu rosto para o lado quando uma gota de saliva do monstro pinga sobre seu rosto. Naquele momento, ele vê o crânio da fera perfurado por três pontas afiadas, em seguida, o monstro é arremessado. Batman se levanta e depara-se com um estranho homem de cabelos loiros vestindo um traje alaranjado e empunhando um tridente.

“O que fazem aqui?!” – Pergunta o estranho. “Não temos tempo para isso agora.” – Diz o Batman ao homem que acabava de surgir, o fazendo virar-se para trás, observando os parademônios que avançavam ferozmente contra o Superman. “Eu posso ajudar, mas eu ainda quero respostas.” – Diz o homem ao Batman, que apenas sinaliza com sua cabeça e em seguida os dois partem para o ataque.

O estranho avança com seu tridente perfurando o peito de uma das criaturas e em seguida jogando-a contra outro parademônio. Enquanto isso, Batman desvia-se dos ataques de outro monstro, até que consegue chutar sua perna e derrubar a criatura, saltando então e socando a face da besta. Uma das feras corre em direção ao homem que veio do mar, mas ele joga seu tridente para o alto e salta quando a fera se aproxima. Desviando do ataque e voltando ao chão, ele segura novamente seu tridente e o arremessa em direção ao parademônio. O tridente arranca a cabeça da criatura e acaba indo parar perto do Superman, que usando seu sopro congelante, congela o último parademônio de pé.

Após a batalha, o homem apanha do chão a caixa. “É isso que querem? Lembro de ter visto num navio que encontrei essa manhã, que também foi atacado por essas bestas. Mas o que isso faz?” – Questiona ele. “É o que nós queremos saber, é por isso que estamos aqui.” – Diz o Superman. O estranho dá com os ombros e joga o artefato nas mãos do Batman, dizendo para que façam bom proveito, apanhando seu tridente do chão e indo em direção ao mar.

“Espere!” – Pede o Superman, aproximando-se do homem num pequeno voo. “Você salvou aquelas pessoas no navio hoje, você nos ajudou agora. Essas...coisas...Estão por toda parte! Estamos buscando respostas sobre isso! Queira juntar-se a nós!” – Pede o Superman. “Eu agradeço a oferta, mas tenho o que fazer. Não me procurem.” – Responde o homem. “Você não me disse o seu nome.” – Afirma Superman. “Eles me chamam de Aquaman.” – Diz o homem, agora com seu nome revelado, pulando em direção ao mar e mergulhando na água.

Após a saída de Aquaman dali de perto, Batman se aproxima de Superman irritado. “Escute aqui, nós não somos um grupo e nós não estamos chamando colegas do jardim de infância para brincar. Não conhecemos esse cara, não sabemos o que ou quem ele é. Nossa missão é descobrir informações sobre essas criaturas alienígenas, não fazer amizade com estranhos, estamos entendidos?” – Questiona Batman em fúria apontando o dedo no rosto de Superman. O kryptoniano segura o dedo de Batman com uma leve força, mas o suficiente para fazê-lo sentir dor.

“Você estaria morto se não fosse por ele. Eu sou muito mais poderoso do que você, mas eu não sou o suficiente para essa missão, então eu vou formar um grupo, queira você ou não. Você sabe meu nome, sabe meu telefone, sabe onde moro e sabe de quem eu gosto. Eu não sei nada sobre você. O que você esconde atrás dessa máscara?” – Questiona Superman encarando o Batman em seus olhos. O morcego, mesmo com um olhar furioso, nada responde. Superman solta o dedo do vigilante de Gotham e este apenas vira as costas para o herói de Metrópolis.

Superman olha os corpos de parademônios ao seu redor, e pergunta ao Batman o que vai fazer com a caixa. “Guardarei no mesmo lugar que a outra, vou levar para analisar. Não é só o Aquaman que tem o que fazer.” – Responde o morcego indo embora do local. “Então, até a próxima, eu acho!” – Diz Superman levantando voo e partindo daquele lugar enquanto Batman caminha levando a caixa sem dizer mais nada.

Mais tarde, na caverna abaixo da Mansão Wayne em Gotham City, Bruce Wayne, ainda trajado como Batman mas sem sua máscara, segura uma garrafa de whisky enquanto reflete em frente a um tubo transparente, onde fica um traje vermelho com detalhes em verde e amarelo cheio de rasgos e manchas de sangue. O traje do Robin. Bruce apoia sua mão direita sobre o tubo, toma sua última golada de whisky, derruba a garrafa no chão quebrando-a e em seguida põe a mão sobre seu rosto. Após alguns segundos, ele deixa o lugar amargurado.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • Foi revisado por HanssenF, que sugeriu algumas pequenas alterações no roteiro, como:
    • A parte em que Clark menciona estar construindo uma nova casa para viver com Lois.
    • A introdução da subtrama em que Superman busca saber sobre a identidade do Batman, sendo que isso estava planejado apenas para o futuro da série.
  • Inicialmente, a cena de Bruce na Batcaverna no fim do episódio não fazia parte do roteiro, mas foi adicionada por JokerLeo para dar um maior peso ao Batman no episódio.