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Divergências
The Fantastic Four
Informações Gerais
Série Quarteto Fantástico: Missão Um
Arco Ato I
Nº do Episódio 02
Dt. de Lançamento 19 de Julho de 2020
Cronologia
Ep. Anterior Reunião de Negócios
Ep. Sucessor Missão Xcon-95
Créditos
Escritor Sr. PandaJao
Divergências é o segundo capítulo de Quarteto Fantástico: Missão Um.

SINOPSEEditar

Após a reunião com o Conselho da Baxter's, Reed decide conversar com Franklin e Susan Storm para questioná-los sobre o posicionamento deles diante de seu projeto, no entanto, acaba discutindo com eles. Logo após, ele é confrontado por seu colega de pesquisa, o Dr. Ivan Kragoff, que não gostou de não ter participado da reunião.

ENREDOEditar

Após o término da reunião, quase todos os presentes já haviam saído. Susan Storm abriu a porta enfurecida, andando pelo corredor com tamanha pressa que o som de seus saltos ecoava como gritos pelo corredor. Seu pai saiu logo em seguida, encontrando dificuldade para acompanhar o ritmo frenético das passadas de sua filha.

— Não acredito que votou a favor do Reed, pai.

— Eu sei que está zangada, filha, mas se ele conseguiu curar o Miklho, acho que devemos arriscar. — Tentou convencê-la, embora Franklin soubesse que seria inútil.

— Não me importa que ele cure o presidente, ele devia ter me procurado antes de usar o Miklho. E você devia ter me consultado primeiro.

— Eu sei, me desculpe.

Os dois alcançaram o elevador no final do corredor e Franklin apertou o botão para chamá-lo.

— Mas pense como o que ele propôs pode ser benéfico para todos. — Completou ele.

— Esperem! — gritou uma voz conhecida e ambos se viraram para a direção de onde veio.

Franklin e Susan viram Reed saindo da sala de reuniões e correndo para alcançá-los. No instante em que ele se aproximou deles, Susan desviou o rosto para o lado, bufando, demonstrando a irritação que sentia com a presença dele. O rosto de Franklin se avermelhou ao se constranger com o ato da filha, que Reed apenas estranhou.

— Eu gostaria de falar com vocês, se não se importam — disse ele, educadamente.

— Claro. Do que se trata? — perguntou Franklin.

— Eu gostaria de saber por que a Dra. Storm e você ficaram meio... Indecisos com meu projeto.

— Reed, sabe que admiro seu trabalho, conheço você desde que era um garoto. Votei a seu favor, mas essa sua pesquisa de mexer com radiação no espaço... Eu não sei, me parece algo muito perigoso.

— Mas Dr. Franklin, entenda, eu tenho feito todos os cálculos e...

Susan se virou para Reed, encarando-o com uma expressão hostil. O olhar intenso dela o assustou momentaneamente, que recuou um pouco, se afastando dela.

— Pode para por aí, Reed. Já dá para ver que você nunca vai admitir que pode estar errado. — A irritação dela era palpável.

— Olha, Susan, se ainda está brava por causa do que eu fiz com seu gorila...

— Isso não tem nada a ver com o Miklho, Reed, é sobre você. Você sempre se achou o sabe-tudo do mundo que, quase sempre, deixa o ego falar mais alto.

— Mas que mentira, Susan.

— Ah, não? Porque eu me lembro bem o modo como você tratava a mim e aos outros estudantes quando estagiei no seu laboratório.

— Susan! — exclamou Franklin, indignado com ela.

— Qual é, pai? Você o conhece mais do que eu, sabe muito bem do que eu estou falando.

— Mesmo assim, você não pode falar com as pessoas dessa maneira — repreendeu-a.

— Francamente, pai! Se você não tem coragem para fazer isso, eu tenho.

— Acho que está sendo muito rude comigo, Susan.

— Dra. Storm! Não somos amigos e não temos intimidade para você me chamar de Susan ou de Sue.

— Olha aqui, garota... — Reed ameaçava perder a calma.

— Reed, eu tolero muitas coisas, mas não vou admitir que maltratem minha filha na minha frente.

— Me desculpe, Franklin, mas sua filha está me tirando do sério.

— Deve ser muito frustrante para você ter alguém que te questione. — Havia um sorriso irônico e debochado estampado no rosto dela.

O som do elevador chegando ao andar foi ouvido e logo as portas se abriram para que pudessem entrar. Franklin se posicionou bem ao fundo, enquanto Reed e Susan ficaram lado a lado. Ambos apertaram os botões do painel, ela para o térreo e ele para trigésimo quarto andar. As portas do elevador se fecharam e ele começou a descer.

— Bom, Reed, eu torço para que seu projeto dê muito certo. Ele me parece ser muito promissor — comentou o Dr. Storm.

— Obrigado, Franklin! Tenho certeza de que será um sucesso.

— Eu mal vejo a hora de ver sua cara quando isso tudo fracassar — ironizou Susan.

— Susan!

— Tudo bem, Franklin. Eu não me importo com esses tipos de comentários — disse Reed com ar de superioridade.

— O que? Cansou de brigar? — provocou ela.

— Não. Apenas estou acostumado com invejosos me criticando.

— Eu com inveja de você?

— Deve ser muito frustrante para você trabalhar com tanta dedicação e até agora não ter nenhum tipo de reconhecimento, Dra. Storm — Reed falou em desdém o nome dela.

— Eu trabalho porque gosto, não para ganhar fama ou dinheiro como certo alguém — protestou ela.

— Mesmo assim, não criou nada de interessante até agora.

— Pelo menos, não incentivei nenhuma missão suicida até agora.

— Já chega, vocês dois! — gritou Franklin. — Estão se comportando como duas crianças.

— É sua filha que implica comigo.

— Eu não preciso de...

— Chega! Não aguento mais isso. Céus! Parecem... — Franklin franziu a testa ao interromper a própria fala. Seu semblante era de surpresa e parecia estar martelando uma ideia na cabeça. — Hum, já sei. Tive uma ideia. Acho que tenho uma boa proposta para vocês dois.

— Do que se trata, Franklin?

— Resolver as diferenças entre vocês. Durante a sua explicação, você disse que os tais raios cósmicos afetam o DNA dos seres vivos, certo?

— Sim, foi o que eu disse.

— Então por que você não integra a Sue na sua equipe de pesquisa? Até porque genética é área dela.

— Nem pensar, pai. Não vou trabalhar com o Reed, jamais — protestou ela.

— Francamente, Franklin. Essa foi sua pior ideia. Não há condições disso acontecer. Além disso, ela me atrapalharia mais do que ajudaria.

— Ou os dois trabalham juntos, ou eu vou agora mesmo falar com o Noah para repensarmos sobre o seu projeto. — Ameaçou Franklin. — E também vou cancelar sua pesquisa, Susan.

— O senhor não pode fazer isso comigo — bravejou ela.

— Muito menos impedir meu projeto — Reed também se mostrava indignado.

— Ah, não? Pois o laboratório onde você trabalha, Susan, é meu. E Reed, não se esqueça que Noah e eu temos juntos mais ações que você e os outros acionistas. Com certeza, nossos votos juntos já o impediria de levar seu projeto adiante e faria alguns repensarem em ser a seu favor.

— Francamente, pai, nunca esperaria isso de você.

— Tenho que concordar com ela desta vez — disse Reed a contragosto.

— Essa é a minha condição. — Franklin falou com autoridade. — Se vocês dois trabalharem juntos, podem acabar se entendendo e fazerem maiores descobertas. Então, vão aceitar ou não?

Reed e Susan se encararam com expressões hostis, a troca de olhares intensos fez Franklin, por alguns instantes, temer por atiçar uma briga maior do que já estava. Contudo, eles viraram os rostos para o lado e, contra suas próprias vontades, o responderam.

— Tudo bem, se for para eu continuar minha pesquisa.

— Está bem. Pode ser que os conhecimentos dela sejam úteis na minha pesquisa de qualquer maneira.

— Ótimo! — O Dr. Storm sorriu com gosto.

No mesmo segundo, o elevador parou no térreo e as portas se abriram. Franklin e Susan saíram calmamente, mas antes dos novos passageiros subirem, Susan se virou para Reed e o encarou com um semblante debochado.

— Ah, parabéns pela linda atitude!

— Como assim? — Ele havia ficado surpreso com a atitude dela.

— Por ter deixado o Ivan de lado e não ter lhe dado os créditos durante a apresentação do “seu projeto”.

Susan estampou o sorriso debochado em seu rosto, forçando-o para o Reed, mas antes mesmo que ele pudesse lhe lançar um olhar furioso em resposta, as portas do elevador se fecharam e ele começou a subir.

«***»

«***»

«***»

Passaram-se só algumas horas desde a reunião, era quase hora do almoço. Reed estava em seu laboratório, sentado em uma mesa repleta de máquinas e um computador, ao qual ele utilizava para visualizar imagens de satélites que ele havia acabado de receber.

De repente, o som de uma porta sendo aberta de forma violenta o assustou por um instante, obrigando-o a virar o rosto na direção do barulho. Seus temores se confirmaram quando ele percebeu um homem de quase quarenta anos e calvo vindo em sua direção, como se estivesse prestes a matá-los. Se Reed não o conhecesse, poderia jurar que isso seria verdade.

Ivan Kragoff cruzou o laboratório como um relâmpago, seu jaleco branco balançava ao vento. Ao se aproximar do colega, ergueu o punho cerrado e o bateu com força sobre a mesa, o que deixou Reed um pouco mais tenso.

— Antes de dizer alguma coisa, foi a Susan, não foi?

— Eu devia ter percebido isso quando me pediu para sair. Como pode, Reed? Enquanto eu estava fora, me dedicando ao nosso projeto e procurando recursos, você não esperou nem um minuto sequer para correr até o conselho da Baxter’s e apresentá-lo como se fosse só seu, sem nem sequer mencionar meu nome.

— Claro que não. — Tentou se defender, embora fosse perceptível que estava mentindo. — Eu pedi a você algo importante, porque precisamos ter certeza de que vamos poder concluir nosso projeto. Eu só marquei a reunião para apresentarmos a ideia, não esperava que fosse rápido.

— Mesmo assim, devia ter esperado eu estar presente. EU ajudei a descobrir os dados sobre a nuvem cósmica, EU que cruzei as datas e descobri a presença dela na Terra pré-histórica. Tenho cinquenta por cento de crédito nesse projeto, portanto, eu devia estar presente em qualquer reunião sobre ele.

— Mas eu não posso obrigar qualquer horário à junta de diretores. — Tentou argumentar Reed. — Não pode me culpar por isso. Eles têm outras coisas para fazer, tive que aproveitar a oportunidade.

— Corta essa, Reed. Você só quis se mostrar para eles. Nem se quer mencionou meu nome durante a reunião.

— Claro que não. Eu... — Tentou mentir.

— Você mesmo disse, foi a Susan que me contou tudo.

— Ela é uma enxerida invejosa. Não tinha nada que ter te falado.

— Então ainda bem que ela me falou. Se não fosse por ela, eu não saberia que você ia me deixar pra trás. Ela também me falou que o pai dela te obrigou a colocá-la na nossa equipe.

— Nem me fale — desdenhou ele. — O Franklin pegou pesado, tolerar aquela garota não é fácil.

— Ainda bem que ele fez isso — respondeu Ivan com um sorriso de canto. — Com a Susan aqui, talvez eu fique mais esperto com você.

— Se está zangado porque não esteve presente ou não te mencionei, prometo que nas próximas reuniões você irá. No relatório que enviei a diretoria, pelo menos, você tem seu nome devidamente citado.

— É bom mesmo — disse com firmeza.

— Venha.

Reed se levantou e gesticulou para Ivan o seguir. Ele o guiou até uma mesa larga ao lado de uma estante repleta de livros e outros objetos. Ele retirou das prateleiras uma planta de engenharia e a colocou sobre a mesa, abrindo-a por completo e usando alguns livros para firmar as pontas. A planta era da construção da estação da base espacial que ele havia mencionado na reunião.

— Eu verifiquei a planta da base espacial. Temos que rever a questão dos escudos e dos geradores de energia. Precisamos de mais energia redirecionada para a câmara de contenção magnética para evitarmos danos maiores às cobaias.

— Já cuidei disso. Teremos bons geradores, autossustentáveis. Conversei com a Pepper Pots hoje, agendei uma visita com o Stark sobre o projeto novo dele, o tal reator Ark.

— Droga! — resmungou Reed. — Tinha quer ser logo com o Stark?

— Sim, tinha — respondeu Ivan com frieza.

— Tudo bem. E quanto aos cascos?

— Consegui também. Teremos ligas metálicas novas, resistentes contra radiação. Blindagem contra bombas e resistentes a calor de 4000°C. Deverão suportar bem o nível de energia da nuvem e a força dela.

— Perfeito! — Sorriu.

— Agora, só o que falta é terminar os projetos da base e fazer a revisão das plantas dela e da nave. A propósito, Reed, nós temos que entrar em contato com a NASA. Temos que procurar e providenciar ótimos pilotos para a missão.

— Não se preocupe quanto a isso, Ivan, já temos um piloto.

— Quem? — perguntou abismado.

PERSONAGENSEditar

CURIOSIDADESEditar

  • Durante os diálogos entre Reed e Ivan, há uma menção aos personagens Pepper Pots e Tony Stark, estabelecendo que esses personagens existem nesse universo em particular.
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