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FSP
Flash: Ponto de Partida
FSP2
Informações Gerais
Franquia Universo DC Fanfiction
Sequência
Capítulo Anterior Mulher-Maravilha: A Lenda
Capítulo Seguinte Aquaman: Nas Profundezas do Oceano
Créditos
Escrito por JokerLeo

Flash: Ponto de Partida é um one-shot pertencente à franquia Universo DC Fanfiction focado no Flash.

SinopseEditar

Barry Allen era um garoto feliz que levava uma vida simples na cidade de Central City. Num certo dia, ao voltar da escola, o jovem Barry depara-se com algo que mudaria sua vida para sempre. Aos 11 anos, Barry perde sua mãe e seu pai é preso acusado de tê-la assassinado. Barry foi adotado pelo policial Darryl Frye, e desde então interessou-se em entrar na carreira policial e assim um dia poder provar a inocência do pai, mas um acidente acaba mudando todo o rumo da história.

EnredoEditar

Era um começo de tarde em Central City. Enquanto no centro da cidade, um dos maiores polos econômicos da região, era sempre movimentado, os bairros residenciais pareciam sempre tranquilos. Casas de classe média rodeadas por belos jardins onde pessoas levavam vidas pacatas. Ali morava o garoto Barry Allen e sua família.

Certo dia, Nora Allen preparava seu filho de 11 anos para a escola. Naquele dia, haveria um concurso de soletração, para o qual Barry vinha se preparando há semanas. “Tem certeza que essa gravata borboleta não vai me deixar parecendo um nerd, mãe?” – Perguntava o garoto. “Barry, você está lindo, não se preocupe com o que vão falar de você.”, respondia Nora Allen enquanto continuava dando o nó na gravata do filho. “Eu não quero subir naquele palco, mãe.” – Diz Barry. Nora põe suas mãos sobre os ombros do menino e sorri para ele. “Não há porque ficar nervoso, Barry. Você se preparou por tanto tempo...Você vai ver, vai subir no palco e todos vão aplaudir você!” – Diz a mãe buscando dar força ao filho. “E se eu errar?” – Questiona o garoto. “É só ir devagar, Barry. Não tenha pressa, se concentre e eu tenho certeza que você achará a resposta que precisa.” – Responde a mãe. “Não pode ir comigo?” – Pergunta o garoto. “A mamãe tem que trabalhar hoje, mas eu vou sempre estar com você, não se esqueça.” – Completa beijando a testa do garoto.

Algumas horas depois, Barry retorna animado para sua casa, mal pode esperar para contar para sua mãe que foi bem no concurso, mas ao aproximar-se de casa, depara-se com algo estranho. Várias viaturas de polícia cercam sua casa, o que deixa o jovem Barry amedrontado.

Ele continua correr em direção à sua casa, e quando aproxima-se, policiais põem a mão em sua frente impedindo que entre. Olhando mais adentro, Barry consegue ver o corpo de sua mãe caído em uma poça de sangue. Assustado, ele afasta-se para trás com olhar de desespero e mas acaba vendo seu pai sendo trazido, algemado e escoltado por dois policiais. “Pai! Pai, o que está acontecendo?!” – Grita o menino. “Prometa que vai ficar bem.” – Diz Henry Allen, pai do menino que está sendo levado para dentro de uma das viaturas.

Barry tenta ir atrás do seu pai, mas novamente é barrado pelos policiais. “Escute, garoto. Aconteceu algo com sua mãe, mas vai ficar tudo bem.” – Diz um policial pondo a mão sobre o ombro do menino. Nervoso, ele tira a mão do policial e corre para perto do carro onde está seu pai. “Barry, me escute, eu não fiz isso!” – Dizia Henry quando o vidro do carro é subido. Barry já chorando começa a bater nas janelas gritando por seu pai, pedindo que não se vá. Mas é tarde, o carro simplesmente dá partida e deixa o menino para trás.

Ele cai de joelhos no chão e põe as mãos cobrindo seus olhos lacrimejantes. “Garoto, quando essas coisas acontecem, nós temos que procurar as evidências.“ – Dizia o policial que anteriormente havia tentado lhe consolar. Ele tira o chapéu de sua cabeça e o põe no garoto. “Esse é o símbolo que eu visto. Ele...Me ajuda a ser corajoso nos momentos difíceis.” – Diz o policial.

Barry ergue um pouco sua cabeça e olha no rosto do policial. “O que vai acontecer com o meu pai?” – Questiona o menino. “Eu...Eu não sei.” – Responde o policial ao menino que soluça de tanto chorar. “Meu nome é Darryl, eu...Eu fui um grande amigo da sua mãe. Nós nos conhecemos quando tínhamos a sua idade. Ela não ia gostar de te ver sozinho. “Eu só queria meus pais de volta.” – Diz Barry. “Escute, garoto...Como é seu nome?” – Pergunta o policial. “Barry.” – Responde. “Então, Barry... Não pode ficar aqui. Venha, vamos embora, pode ficar na minha casa até a poeira baixar.” – Diz o policial Darryl, estendendo a mão para o menino e ajudando-o a levantar-se.

Passaram se os anos, e a poeira nunca baixou. Henry foi tido definitivamente como assassino de sua esposa Nora, e nunca mais pôde voltar pra casa. Barry cresceu e foi se tornando um grande homem. No colégio, Barry tornou-se cada vez mais inteligente, dando orgulho ao seu então pai adotivo Darryl.

Desde os acontecimentos que afastaram Barry de seus pais, o garoto decidiu que seguiria carreira policial, motivado não somente por Darryl Frye, mas também porque jurou um dia provar a inocência de seu pai, negando sempre que este tenha realmente matado sua mãe.

Um dia, Barry vai visitar seu pai na prisão, como já havia feito tantas outras vezes. Ele acomoda-se numa das cabines de visita e aguarda que seu pai chegue. Henry, um homem já com seus cabelos brancos e rosto bastante envelhecido, demonstra felicidade ao ver seu filho, mas sente que aquilo não deveria acontecer.

“Filho, eu...Você sabe...Não precisa mais vir me visitar. Eu estou bem. Já faz tantos anos...8?” – Questiona Henry. “Não, pai. Já fazem 12 anos.” – Responde Barry. “Minha nossa... Como...Como o tempo passa, não é mesmo? 12 anos e...12 anos e você não me esqueceu.” – Diz Henry baixando sua cabeça com seus olhos começando a lacrimejar.

“Pai! Pai! Me escuta, pai!” – Tenta Barry chamar novamente a atenção de Henry, que ergue um pouco sua cabeça com o rosto molhado e olha novamente para o filho. “Eu não vou te esquecer, pai. Ei, olha pra mim!” – Tenta o rapaz novamente chamar atenção do pai, que novamente estava baixando sua cabeça. “Darryl me conseguiu uma vaga na polícia como forense. As coisas estão ficando mais fáceis, eu sinto que depois de tantos anos finalmente as coisas estão dando certo. Eu vou tirá-lo daí, pai!” – Dizia o rapaz entusiasmado.

Henry, no entanto, não parece tão animado. “Barry, eu fico feliz que tenha conseguido a vaga. Mas eu acho que depois de tantos anos você deveria buscar seguir a sua vida, sabe? Se casar, ter uma família... Quem sabe eu tenha mesmo matado sua mãe, afinal. Você não precisa se preocupar comigo, Barry.” – Diz Henry.

“Não, pai. Eu prometi para mim mesmo que iria tirá-lo daí! Eu vou! Sei que vou. E você não matou a mamãe, não diga uma bobagem dessas!” – Diz Barry.

“Barry Allen, o tempo acabou.” – Avisa um policial que estava vigiando os dois. “Eu te amo, Barry. Nunca se esqueça disso!” – Diz Henry antes de ser levado. Barry baixa sua cabeça e dá um suspiro, ficando ali sozinho em silêncio.

Alguns meses se passam. É uma noite tempestuosa em Central City. A energia apresenta suas quedas e a chuva apenas vai intensificando, causando alagamentos. As ruas então desertificam-se, pois as pessoas buscam esconder-se de uma das maiores tempestades que ocorreram na cidade em anos.

Barry Allen está em seu escritório na delegacia. Além dele, há apenas outro policial no prédio, August Heart, um detetive amigo de Barry, pois já era tarde demais e outros policiais teriam ido embora.

Em seu laboratório, Barry lê registros relacionados ao seu pai. Já fazem meses que trabalha ali, e até então nunca achou nada que pudesse tirar seu pai da prisão. Não há muitas informações e nem indícios de uma presença de uma terceira pessoa na casa de Barry no dia da morte de sua mãe, apenas seu pai foi encontrado na cena do crime.

Barry sente-se frustrado por novamente não conseguir nenhuma informação, e tenta acalmar-se indo até a janela do prédio. Ali, ele observa a chuva cair sobre a cidade, e fica alguns segundos em silêncio, relembrando a cena de sua mãe morta em sua casa.

Ele então afasta-se da janela ao ouvir faíscas próximas a uma estante de compostos químicos quais ele estava estudando. As faíscas vinham de uma caixa de energia que vinha fazendo isso devido aos problemas na eletricidade. “Droga!” – Diz ele. Barry abre a caixa para verificar os fios, mas nesse momento um relâmpago atinge o prédio, fazendo com que a eletricidade toda entre em colapso e Barry seja afetado pela grande descarga elétrica que o joga em cima dos compostos químicos, gerando um grande barulho no laboratório.

August, naquele instante, corre ao ouvir o barulho indo em direção ao laboratório de Barry, onde encontra o rapaz caído no chão com o corpo queimado, desacordado em cima de uma poça de substâncias químicas derramadas.

Ali então iniciou-se um coma de 9 meses. Barry foi internado por Darryl num dos hospitais de Central City e lá ficou durante tanto tempo. Após 3 meses de coma, as pessoas começaram aos poucos a ir desistindo de Barry. Ele só conseguia respirar com ajuda de equipamentos, seu corpo recuperava-se dos ferimentos, mas sua mente continuava sem dar o mínimo sinal. Ainda assim, Darryl não desistiu e o manteve ali no hospital.

Após 5 meses, Henry sente falta das visitas do seu filho na prisão. Cada vez enfrentando ainda mais o peso da solidão que tem que aguentar, ele põe-se a questionar se seu filho teria realmente seguido seu conselho e decidido tocar sua vida em frente. Assim, ele baixa sua cabeça e fecha seus olhos entristecido.

Após 7 meses, o hospital passa por uma superlotação devido a todo o caos que o mundo encontra-se por causa da invasão kryptoniana, e torna-se cada vez mais difícil manter Barry ali, mas ainda assim, Darryl insiste em não retirar os equipamentos de Barry e mantê-lo no hospital, chegando a pagar o dobro do que devia.

Enfim, chega o nono mês. Agora, Darryl começa a se convencer de que Barry não mais voltará. Ele senta-se próximo à cama onde Barry está internado e começa a falar, mesmo sem que o rapaz possa ouvi-lo possa ouvi-lo. “Barry, meu garoto. Eu...Barry, eu tenho tanta coisa pra te contar.” – Diz ele com uma voz trêmula. “Eu fui promovido, eu...Eu sou capitão de polícia agora. Depois de tantos anos, eu consegui um cargo melhor. A gente vai poder...A gente vai poder ter uma casa melhor, eu vou poder pagar uma faculdade pra você...Posso até, quem sabe, te dar um carro, Barry...” – Continua com uma lágrima percorrendo seu rosto enquanto engole o seco. “Eu queria tanto que você estivesse lá, Barry. Você devia ver, eu...Eu queria tanto que você visse...” – Termina Darryl apoiando sua cabeça sobre a cama do rapaz e pegando no sono.

Assim ele fica por cerca de uma hora, quando acorda e ao se dar conta do que aconteceu, pega seu chapéu e se retira do local com um olhar entristecido.

Barry, em seu coma, tem revisitado sua infância em sua mente, várias memórias passam-se em seu subconsciente enquanto Barry está desacordado, foi assim ao longo dos últimos 9 meses. Ele se vê no corpo de quando era uma criança, mais especificamente como estava no dia que perdeu sua mãe. Ele olha ao seu redor assustado, acabou de olhar para dentro de casa e ver o corpo de sua mãe caído sobre o seu sangue derramado. Mais à frente, vê o seu pai sendo escoltado por dois policiais, exatamente como tivera ocorrido.

Assim como antes, o garoto sente uma mão tocar seu ombro, mas ao virar-se para trás, não encontra Darryl Frye, mas uma versão adulta de si mesmo, que abaixa-se e lhe fala ao ouvido. “Não tenha medo. Vai ficar tudo bem.” – Dizia a versão adulta abraçando seu eu criança. “Agora me escute, você não é mais quem era, tudo vai mudar em sua vida a partir de agora. Prometa algo para mim, prometa que vai se tornar um grande homem, mas não apenas isso. Prometa para mim que vai ser a diferença que esse mundo precisar, porque um dia ele vai precisar de você. Pode prometer isso para mim?” – Perguntava o Barry adulto olhando nos olhos de sua versão infantil, que sem dizer nada apenas mexe sua cabeça sinalizando que sim. O Barry adulto levanta-se e diz apenas “seja um herói, Barry, você pode ser um herói.” E desaparece num clarão que cerca toda aquela cena fazendo tudo desaparecer.

Nesse instante, Barry abre rapidamente seus olhos e sente seu corpo tremer. Depois de 9 meses, ele finalmente despertou.


PersonagensEditar