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O Dia em que Tudo Mudou
Capítulo 1 OCDUH
Informações Gerais
Série O Caminho de um Herói
Temporada 1ª Temporada
Arco 1° Arco - A Nova Escola
Número do Episódio 001
Sequência
Episódio Anterior N/A
Episódio Seguinte Bem-Vindo a Escola
Créditos
Escrito por Espadachim das Sombras

O Dia em que Tudo Mudou é o primeiro episódio da primeira temporada de O Caminho de um Herói. Ele lançou dia 21 de Janeiro de 2018.

SinopseEditar

Jack Rize é um adolescente de dezesseis anos do primeiro ano do Ensino Médio que mora na cidade de Nova York, no distrito do Bronx. Nesse distrito um experimento que poderá dar poderes pra as pessoas está sendo realizado e toda a cidade irá assistir aquilo. Porém, o experimento falha e a máquina explode, soltando um onda de radiação pela cidade. Jack é atingido e acaba ficando em coma por um mês, e quando acorda está em um mundo completamente mudado aonde algumas pessoas adquiriram poderes graças a explosão.

EnredoEditar

O dia era 18 de Março de 2018, com certeza um dos dias mais importante não apenas para os Estados Unidos, como também para o mundo, porque naquele dia finalmente seria realizado um experimento que vinha sendo anunciado desde muito tempo atrás, Fevereiro de 2016, ou seja, mais de dois anos. Aquele experimento seria uma enorme revolução para o mundo, porque se desse certo, poderia fazer as pessoas começarem a ter poderes.

O experimento vinha sendo preparado desde Fevereiro de 2016, quando foi anunciado, e consistia em dar poderes especiais a pessoas. Se o experimento fosse um sucesso, as pessoas que adquirissem poderes iriam servir ao governo com o único objetivo de priorizar a segurança de todo o mundo. As principais pessoas que adquiririam poderes se o experimento fosse um sucesso seriam policiais, membros do exército e etc, por serem eles quem cuidavam da segurança da população. Talvez as pessoas de outros países também poderiam adquirir poderes, mas por enquanto, se o experimento desse certo aquela capacidade ficaria apenas com os Estados Unidos, cujo único objetivo com pessoas super-poderosas submetidas ao governo não era apenas a proteção da população, como também ter uma superioridade aos outros países, afinal, nenhum outro país teria pessoas super poderosas, o que os deixaria em desvantagem para com os Estados Unidos. No caso de uma guerra, por exemplo, aquelas pessoas com super-poderes submetidas ao governo seriam usadas como as principais armas dos Estados Unidos.

Aquele experimento estava ocorrendo no distrito do Bronx, em Nova York, e então, obviamente ocorreria lá. Toda a população estava extremamente ansiosa para o experimento, mesmo que alguns cidadãos dissessem coisas como "isso é loucura", "isso não tem lógica, nunca vai acontecer de verdade" ou até "estão apenas tentando nos enganar". Mesmo assim os cientistas que estavam trabalhando no experimento não desistiriam por comentários céticos, até porque se o experimento fosse um sucesso, seria uma grande revolução.

O experimento seria aberto para o público e aconteceria no prédio principal dos Laboratários Albrand. O nome da empresa tinha sido uma homenagem ao sobrenome de seu criador, John Albrand, que tinha criado a empresa no ano de 1998, vinte anos atrás. Como o experimento já era bem esperado, até mesmo escolas iriam assistir ele finalmente acontecer. Na verdade, boa parte da cidade iria, afinal, era algo importante para o futuro.

O experimento ocorreria pontualmente as 11:40, e já eram 11:20. As turmas do Ensino Médio da Escola Ravenwood iriam assistir o experimento, e pelo prédio principal dos Laboratórios Albrand ficar a uma distância não muito longa da Escola Ravenwood, os alunos das turmas do Ensino Médio partiriam as 11:20, e deviam chegar lá mais ou menos as 11:35, já que eram quinze minutos da escola para o prédio.

Haviam duas turmas de cada ano, e cada turma iria em um ônibus, ou seja, seis ônibus partiriam da Escola Ravenwood para o prédio principal dos Laboratórios Albrand. Um dos alunos que iria assistir o experimento era Jack Rize, um jovem do primeiro ano do Ensino Médio, da turma A. Jack era um garoto de estatura média, pele branca e cabelos castanhos, lisos e bagunçados. Os seus olhos eram castanhos da mesma forma de seus cabelos, e naquele dia, ele estava vestindo uma camisa branca de gola e manga curta, além de calças jeans.

No momento, ele estava subindo em um dos ônibus junto dos alunos da sua turma. Atrás dele vinham seus dois melhores amigos, Oliver Smith e Liam Harper. Oliver era o mais alto do trio. Sua pele era branca e seus cabelos eram rosas, além de lisos, porém um pouco bagunçados. Seus olhos eram castanhos, e no dia ele estava vestindo uma camisa branca, coberta por um terno marrom e calças jeans, além de uma gravata azul. Já Liam era o mais baixinho do trio. Ele também tinha pele branca, mas seus cabelos eram pretos e bagunçados e seus olhos eram pretos. Estava vestindo uma camisa branca coberta por uma jaqueta preta e assim como Jack e Oliver, usava calças jeans.

Jack, Oliver e Liam estavam sempre andando juntos, e em uma viagem como aquela obviamente juntos. Os três então se sentaram exatamente no meio do ônibus. Se dependesse de Jack e Liam eles iriam para o fundão por preferirem ficar lá porque no fundão que aconteciam as maiores zoeiras da viagem. Porém, Oliver não gostava de ir no fundão justamente por conta da grande bagunça lá, sendo que ele era um adolescente que seguia todas as regras, e além do mais, era inteligente e responsável, o que fez ele se eleger como representante do 1° Ano A.

— Ah, o fundão é tão chamativo... — Reclamou Liam, que estava sentado no lado direito do banco, enquanto Oliver estava no meio e Jack no lado da janela. Liam estava olhando o que estava acontecendo no fundão.

— Ué, se quiser, pode ir para lá — Comentou Jack — Já é a terceira vez que você fala isso, cara, fala sério...

— Eu não recomendo você ir, Liam — Comentou Oliver — Você sabe que a companhia daqueles garotos do fundão vai fazer mal a você. Se você já tira notas baixas andando com a gente, imagina se começar a andar com eles? Vai ficar de recuperação junto deles no fim do ano letivo.

— Obrigado por me lembrar que eu tiro notas baixas, Oliver — Ironizou Liam, revirando os olhos — Sabe, minhas notas não iam abaixar se eu ficasse com eles só em uma viagem de quinze minutos.

— Então vai lá, ué — Retrucou Jack — O que você prefere, viajar com seus melhores amigos ou com uns caras da turma que cê nem fala?

— Viajar com meus melhores amigos, claro — Respondeu Oliver.

— Então cala a boca e para de falar sobre o fundão — Pediu Jack.

— Tá bom, tá bom — Retrucou Oliver, revirando os olhos. Oliver soltou uma risadinha em seguida.

Não demorou muito para o ônibus finalmente tomar a partida. Jack puxou o seu celular do bolso e viu que eram exatamente 11:20 da manhã então provavelmente eles chegariam ao prédio principal dos Laboratórios Albrand as 11:35, por aí. O ônibus em que Jack estava era o primeiro de uma fileira de seis, sendo que atrás deles vinha o ônibus da turma B do primeiro ano do Ensino Médio.

A viagem foi até que divertida na opinião de Jack, assim como toda viagem escolar. Sempre era bom ter uma oportunidade de poder conversar com Oliver e Liam, até porque a unica oportunidade que eles tinham de conversar na escola sem nenhum professor reclamar era no intervalo, por isso as viagens eram bem apreciadas pelos alunos. De qualquer forma, logo o ônibus parou em frente ao prédio principal dos Laboratórios Albrand. Jack olhou em seu celular e viu que eram 11:35, ou seja, eles realmente tinham demorado quinze minutos para ir até o laboratório. O professor responsávle pela turma se levantou da cadeira em que estava sentado.

— Vamos descer do ônibus agora — Alertou — Por favor, se comportem quando estiverem no laboratório, porque boa parte da cidade vai estar assistindo o experimento, então não fiquem bagunçando e querendo chamar a atenção para não fazer a nossa escola passar vergonha.

— Tá bom, professor — Alguns dos alunos disseram em uníssono, enquanto os outros ficaram calados. Oliver e Liam falaram, porém Jack ficou completamente calado.

O motorista então abriu a porta do ônibus, e a primeira pessoa que estava lá a descer foi o professor. Logo em seguida vieram os alunos, sendo que os que estavam na frente foram os primeiros e os que estavam no fundão, foram os últimos. A turma se reuniu em frente ao prédio principal dos Laboratórios Albrand, enquanto os alunos das outras turmas ainda desciam de seus ônibus.

Já havia uma enorme fila de pessoas entrando no prédio, afinal, aquele experimento iria ser assistido por boa parte da cidade, e na verdade tinha até gente de fora de Nova York que viajou até a cidade só para assistir o experimento. O único problema mesmo era que como já eram quase 11:40 o prédio já estava cheio, então infelizmente os alunos que tinham acabado de chegar ficariam mais afastados da maquina do experiemtno, mas nada que afetaria a apreciação.

— Não quero nenhum de vocês usando celular e principalmente conversando assim que entrarmos nesse prédio — Alertou o professor — Se eu ouvir alguém conversando muito alto e atrapalhando o experimento, vou expulsar do prédio, então acho bom que todos se comportem. Agora, vamos entrar.

E após falar isso, o professor deu as costas a seus alunos e entrou no prédio, sendo seguido por eles.

— O professor Strickler é sempre tão rabugento — Ironizou Liam.

— Não fale assim de um professor, Liam — Pediu Oliver.

— É, vai que ele te escuta e te expulsa do prédio... — Comentou Jack, soltando uma risada em seguida. Liam riu também, mas Oliver apenas balançou a cabeça positivamente.

O prédio estava tão cheio, mas tão cheio, que acabou que as turmas do Colégio Ravenwood foram os últimos a entrar porque não havia mais espaço, e eles tiveram que ficar bem na parte do fundo do prédio mesmo. Pelo menos de lá dava pra ver o que estava acontecendo lá na frente porque todos tinham mais de 1,60 de altura. Na parte da frente do prédio havia um palco, e em cima dele estava uma cápsula aberta. Haviam dois cientistas e um homem normal em cima daquele palco , aonde também havia um notebook em cima de uma mesa, conectado a dois microfones e também a aquela cápsula. No momento que as portas do prédio se fecharam por conta dele já estar lotado, a exibição começou.

— Primeiramente eu gostaria de cumprimentar a todos que estão aqui e agradecer por terem vindo! — Exclamou um dos cientistas — Eu sou Theo Thawne, um dos idealizadores e responsáveis por esse experimento.

— E eu sou Miguel Thawne, outro dos idealizadores do projeto e também um dos responsáveis por ele — Se apresentou o outro cientista.

— E esse corajoso homem aqui com nós é o homem que irá participar do nosso experimento, o homem que está disposto a arriscar a sua vida para que vejamos se o experimento dará certo ou não... Se apresente a eles, por favor — Pediu Theo, entregando o microfone que segurava na mão do civil que auxiliaria no experimento, ou melhor, que seria a cobaia.

— Bom, eu sou Clark Wilson, a cobaia desse experimento. Sei que posso morrer se esse experimento falhar, mas morrerei feliz sabendo que ajudei na tentativa de avançarmos ainda mais no mundo — O homem se apresentou e fez um pequeno discurso — Com fé em Deus, o experimento dará certo, eu sobreviverei e esse dia ficará marcado como o dia em que as pessoas puderam adquirir habilidades que nunca pensaram que um dia conseguiriam adquirir.

Assim que Clark terminou de falar, boa parte das pessoas que estavam ali naquele prédio começaram a aplaudir o que ele tinha falado, afinal, tinha sido um belo discurso. Até mesmo Jack, que odiava discursos, achou aquele discurso de Clark tão bom que se viu obrigado a aplaudir também. Assim que os aplausos cessaram, Theo pegou o microfone que Clark segurava nas mãos.

— E agora, a hora do experimento finalmente acontecer chegou. Esse dia será um marco na história, porque é a partir de hoje que as pessoas poderão ter acesso as habilidades. Faz dois anos que estamos trabalhando nesse experimento, e temos certeza de que ele não irá falhar. Clark, por favor, entre na capsula — Pediu Theo.

Clark balançou a cabeça positivamente e entrou de costas na cápsula. Miguel deixou seu microfone em cima do notebook e então fechou a porta da capsula, trancando Clark lá. O cientista então andou em direção a um fio que saía da capsula e conectou ele na tomada.

— Pode ligar a máquina, Theo — Avisou Miguel.

Theo balançou a cabeça positivamente e então apertou um botão no notebook que estava no palco. Alguns segundos se passaram e nada aconteceu, mas então, de repente, a tomada em que a capsula estava conectada explodiu. Miguel, por estar perto dela, saltou para trás, assustado. Algumas pessoas ficaram assustadas também, mas principalmente Miguel e Theo, porque no planejamento deles não era pra aquilo estar acontecendo. A cápsula em que Clark estava começou a balançar freneticamente, e ele, que estava lá dentro, gritou, e não era de medo, era de dor.

E então, a cápsula explodiu, e por estar conectada ao notebook, o dispositivo explodiu também. Mas aquela não foi uma explosão normal, não mesmo. A cápsula trabalhava com radiação, e quando ela explodiu, uma onda de radiação se passou por toda a cidade, distrito por distrito, e na verdade atingiu até outros pontos dos Estados Unidos. Além do mais, a explosão foi tão forte, mas tão forte que simplesmente detonou o prédio.

O dia que era pra ser marcado como uma revolução na história foi marcado na verdade como uma grande tragédia. Graças a explosão do prédio, diversas pessoas morreram, algumas por escombros, outras por conta da radiação. Clark, Theo e Miguel, que eram os que estavam mais perto da cápsula, foram os primeiros a morrer. Jack, felizmente sobreviveu, assim como diversos alunos da sua escola, entre eles Oliver e Liam.

Jack pode até ter sobrevivido, porém, algo de horrível aconteceu com ele: O jovem entrou em coma, mas não foi o único. Diversas pessoas que estavam no prédio também ficaram, graças a radiação. O experimento que era pra ser um sucesso, foi uma verdadeira tragédia. Desde esse dia, um mês exato se passou, o dia agora era 18 de Abril de 2018. Naquele mês, tudo tinha mudado, algumas pessoas diziam que para pior, outras que para melhor.

O experimento, no fim, não tinha sido um total fracasso. O objetivo do governo era criar pessoas super-poderosas submetidas a eles para aumentarem a segurança nos Estados Unidos e terem mais chances de vencer em uma guerra, porém, com a cápsula explodindo e uma onda de radiação passando pela cidade, algumas pessoas começaram a adquirir super-poderes, que iam de alterar a cor das coisas até voar. Boa parte da população começava a adquirir poderes. De um lado isso eras bom, mas de outro, era ruim, porque o indíce de criminalidade tinha aumentado, afinal, vilões com super-poderes com toda a certeza não podiam dar em coisa boa.

Muitos adolescentes tinham adquirido super-poderes também, e por isso, um internato foi criado para abrigar os adolescentes e ensiná-los a controlarem seus poderes para usarem para o bem. A escola se chamava "Escola Preparatória Para Adolescentes com Super-Poderes", e os professores de lá eram adultos que tinham adquirido super-poderes e vinham aprendendo a controlar eles e estavam dispostos a ensinar para a nova geração como usar. Aquele internato, porém, servia apenas para o Ensino Médio e para o Ensino Fundamental II, com uma escola tendo sido criada para crianças da quinta série pra baixo que também tinham adquirido poderes.

Outro lado bom da falha do experimento e do fato de várias pessoas terem adquirido poderes foi que heróis começaram a surgir. Isso mesmo, adultos criaram trajes e nomes fictícios para eles poderem combater o crime, afinal, terem poderes e não usarem para deterem criminosos era egoísmo, em parte, já que os adolescentes começavam a treinar seus poderes e outros adultos treinavam os adolescentes. Os heróis enfrentavam principalmente vilões super-poderosos.

A família de Jack, principalmente seus pais, porém, achavam aquilo uma verdadeira tragédia, afinal, se aquela cápsula não tivesse explodido, Jack não teria entrado em coma, estaria feliz ao lado deles, mas não, a um mês ele estava deitado em uma cama de hospital sem ter ciência do que se passava ao seu redor. Mas naquele dia, 18 de Abril de 2018, as coisas estavam prestes a mudar.

Ainda era de manhã quando a coisa mais esperada pela família de Jack ocorreu: Ele acordou do coma. Foi de repente. Aos poucos o adoelscente foi abrindo seus olhos. A sua visão estava bem embaçada no começo, mas voltou ao normal após ele passar a mão nos olhos. Jack ergueu a metade superior do seu corpo e olhou ao seu redor, ficando confuso ao se ver em um quarto de hospital. Uma janela do quarto estava aberta e o sol entrava ali, o que incomodou a visão de Jack. Ele realmente não fazia ideia do porque estar em um quarto de hospital. A sua cabeça latejava.

— O que tá acontecendo...? — Murmurou.

E então ele se lembrou do que ocorreu exatamente um mês atrás, a explosão da cápsula, a destruição do prédio... A última coisa que se lembrava foi de ter sido jogado para trás e desmaiado ao cair no chão. Jack precisava saber aonde estava, como estavam seus amigos, o que tinha acontecido da explosão... Ele pulou da sua cama e a porta do quarto se abriu. Ele imediatamente olhou para lá, dando de cara com uma médica, que olhava surpresa para ele.

— V-você acordou do coma! — Exclamou, surpresa.

— Eu estava em coma? — Murmurou Jack, também surpreso, sem entender nada.

— Primeiramente se deite, por favor — Pediu a médica, andando em direção a Jack, que deu de ombros e se deitou na cama em que estava anteriormente — Você se lembra de alguma coisa? Nome? Idade? Data de nascimento?

— Meu nome é Jack Rize, e eu tenho quinze anos. Nasci no dia 09 de Maio de 2002 — Respondeu Jack.

— Ótimo, você se lembra de alguma coisa... — Comentou a médica — Qual é a última coisa de que você se lembra?

— Eu estava assistindo um experimento dos Laboratórios Albrand junto da minha escola. O experimento falhou e a máquina explodiu. Eu lembro de ter sido arremessado pra trás e depois disso, apaguei. Por quanto tempo eu fiquei em coma? — Perguntou Jack.

— Um mês exato — Respondeu a médica.

— O experimento foi uma falha mesmo? — Perguntou Jack.

— Eu acho que não sou a pessoa mais indicada para te explicar tudo — Respondeu a médica — Olha, eu vou pra recepção ligar pro seus pais e dar a notícia. Vou mandar alguém trazer um copo de água pra você.

E após falar isso a médica saiu daquele quarto, deixando Jack sozinho. A cabeça dele ainda doía, mas a dor agora começava a diminuir um pouco. Alguns minutos se passaram e outra médica entrou naquele quarto, carregando um copo de água que ela entregou na mão de Jack, e depois disso se retirou. O adolescente logo bebeu a água que estava no copo e colocou ele na mesa de cabeceira ao lado da cama em que ele estava.

Mais alguns minutos se passaram e ninguém entrou no quarto, o que fez Jack ter que ficar deitado na cama, olhando para cima, até que de repente, a porta do quarto se abriu. Jack ergueu a parte superior do corpo e ficou surpreso ao ver seus pais e um médico. Seus pais correram em sua direção.

— Filho, você acordou! — Exclamou a mão dele, cujos olhos estavam molhados com lágrimas. Ela deu um abraço em Jack.

— Sim, mãe... — Comentou Jack, retribuindo o abraço de sua mãe, que em seguida o soltou.

— Estivemos esperando muito tempo por esse dia, filho — Comentou o seu pai, que o deu um abraço também — Fico feliz que esteja bem, filho.

— Pai, mãe, aquela explosão... O Oliver e o Liam estão bem?! — Perguntou Jack.

— Estão sim, filho, eles até vieram visitar você no último fim de semana — Respondeu o pai de Jack.

— Ah, que bom... — Comentou Jack — E quando eu vou poder sair daqui, doutor?

— Você vai só fazer uns exames hoje, e depois disso, pode sair — Respondeu o doutor — Quer fazer os exames agora?

— Com certeza — Respondeu Jack.

— Vamos ficar na recepção esperando você — Avisou a mãe de Jack, que balançou a cabeça positivamente.

Logo os pais de Jack saíram do quarto, fechando a porta ao sair. O doutor fez vários exames com Jack, e no fim deles, deu alta para ele. O garoto já estava bem mesmo tendo acabado de acordar de um coma. Após agradecer ao doutor pelos exames, Jack saiu do quarto em que estava e foi até a recepção, aonde seus pais estavam.

— Eu vou voltar para casa — Avisou, sorrindo — Posso visitar o Oliver e o Liam ainda hoje?

— Não tem como, filho... — Respondeu seu pai, abaixando a cabeça.

— Ué, por quê? — Jack perguntou, confuso.

— Vamos para casa — Respondeu seu pai — Lá vamos ter muita coisa para explicar para você.

— O que aconteceu, caramba? — Perguntou Jack — Tá todo mundo me escondendo alguma coisa?

— Vamos te explicar tudo quando chegarmos em casa, filho, eu prometo — Prometeu a mãe de Jack, que balançou a cabeça positivamente.

Depois disso, eles finalmente saíram do hospital. A cabeça de Jack doeu mais um pouco quando ele saiu do hospital e o sol atingiu seu rosto, porém, nada demais. Os três então começaram a andar em direção a casa, e no caminho todo, Jack se sentiu estranho, e algo nele dizia que não tinha nada a ver com o coma. Quando eles passaram por um hidrante, ele praticamente sentiu a água que estava lá dentro, o que deixou ele meio assustado, ams mesmo assim, não falou nada para seus pais.

Não demorou muito para que eles chegassem em casa, e quando isso aconteceu, já se dirigiram para o sofá, aonde se sentaram.

— Agora, me contem tudo, por favor — Pediu Jack.

— O experimento dos Laboratórios Albranmd não foi uma falha total — Respondeu o seu pai — Na verdade teria sido melhor se tivesse sido uma falha total. Quando a cápsula explodiu, uma onda de radiação se passou por toda a cidade e atingiu até outros pontos do país. Algumas pessoas morreram, outras entraram em coma igual você, mas algumas começaram a adquirir poderes. A criminalidade aumentou muito por conta disso, mas alguns adultos que adquiriram poderes decidiram usar eles para o bem e se tornaram heróis, o que ajudou a conter os bandidos super poderosos. Mas não foram só os adultos que adquiriram poderes, muitos adolescentes também conseguiram, e por isso foi criado um internato para outros adultos com poderes ajudarem os adolescentes a treinarem seus poderes.

— E deixa eu adivinhar... Oliver e Liam adquiriram poderes e tiveram que ir pra esse internato? — Perguntou Jack, não muito feliz com aquilo.

— Isso mesmo — Quem respondeu foi a mãe de Jack.

— E qualquer pessoa pode ter adquirido poderes? — Perguntou Jack.

— Sim, tanto que quase todo dia passa uma notícia no jornal dizendo que um adolescente com poder foi descoberto ou algo do tipo — Respondeu seu pai — Por quê a pergunta?

— Quando estávamos vindo pra cá e passamos na frente de um hidrante eu me senti... Estranho — Respondeu Jack — Como se eu pudesse sentir a água, sabe? Será que eu adquiri um poder? Eu estava no prédio quando a cápsula explodiu, ou seja, sou um dos com mais probabilidade de ter adquirido algum poder.

— Estávamos pensando nessa possibilidade — Admitiu seu pai — Bom, vamos fazer um teste para ver se você de fato adquiriu um poder. Você disse que sentiu a água quando passou no hidrante, não é?

— Sim, pai — Respondeu Jack.

— Talvez possa ser a... Hidrocinese. Acho que o nome é esse — Comentou a mãe de Jack — Uns dias atrás passou no jornal uma entrevista com um homem que adquiriu esse poder.

— Vou buscar um copo de água para você fazer o teste, filho — Avisou o pai de Jack, então se retirando da sala.

Mais ou menos um minuto depois, o pai de Jack voltou para a sala, carregando um copo com água em sua mão direita. Jack logo se levantou e encarou fixamente o copo. Ele podia sentir a água que estava lá dentro, tal como tinha sido no hidrante. O adolescente fechou os olhos e tentou se concentrar o máximo que pôde, e com isso, levantou a mão direita.

— Não pode ser verdade, o Jack realmente adquiriu a hidrocinese... — Comentou a mãe de de Jack.

Ao escutar isso Jack imediatamente abriu os olhos, então vendo que um pouco da água do copo estava levitando. Ele gritou, assustado com o que tinha feito, e a água voltou a cair dentro do copo.

— Filho, precisamos ir na prefeitura te registrar como um super-humano — Avisou o seu pai — Me dói dizer isso mas você vai ter que ir para o mesmo internato em que seus amigos estão para controlar seus poderes.

E naquele momento Jack não sabia se sentia feliz porque veria seus melhores amigos de novo ou com raiva porque agora era um super-humano que teria de se separar dos seus pais e começar a treinar seu poder, que a propósito, ele nem queria ter. Jack só sabia que a sua vida infelizmente nunca mais seria a mesma, e seus pais sabiam muito bem disso.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • Uma pessoa citada no capítulo, que não teve o nome revelado, será importante na segunda temporada da história.
  • Originalmente, o capítulo seria bem maior e nele, Jack usaria mais os seus poderes. 
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