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O Início
United-01
Informações Gerais
Série Liga da Justiça: Unidos
Arco O Alvorecer da Justiça
Número do Episódio 1
Sequência
Episódio Seguinte Desconhecido
Créditos
Escrito por JokerLeo
O Início é o primeiro episódio da série Liga da Justiça: Unidos.

SinopseEditar

Alguns meses após a chegada da princesa Diana ao mundo dos homens e o acidente do jovem Victor Stone, Superman enfrenta um novo inimigo enquanto, paralelamente, Batman acompanha um misterioso negócio acontecendo em Gotham City.

EnredoEditar

É noite na cidade de Detroit, onde uma partida de futebol ocorre. Trata-se da final de um campeonato entre os colégios, onde o time da casa leva vitória sobre o rival. O tempo da partida está prestes a acabar, e as pessoas que lotam as arquibancadas parecem sedentas. Um dos jogadores do time rival tem posse da bola e está prestes a arremessa-la para marcar um empate, mas tem rapidamente a bola tomada de suas mãos por um dos jogadores do outro time, que leva em seu uniforme o número 7 e que faz o público vibrar aos últimos segundos da partida. Logo em seguida, o cronômetro zera. “O time da casa é campeão!” – Anuncia o locutor, fazendo a plateia gritar.

Os jogadores do time vencedor se juntam e abraçam-se celebrando a vitória. O jogador número 7 é levantado pelos seus colegas, que jogam para o auto comemorando e repetindo várias vezes seu nome, “Victor”. O rapaz, mesmo em meio a toda comemoração, mantém um olhar de decepção para uma cadeira vazia numa das primeiras fileiras da arquibancada, que estaria reservada para seu pai, Silas Stone.

Mais tarde, Victor está no vestiário guardando seu uniforme quando toca em seu celular acidentalmente e percebe que há uma mensagem não lida. Ele pretende verificar, mas é interrompido quando ouve chamar seu nome. “Victor Stone?” – Dizia o seu treinador, que vinha acompanhado de um homem da alta classe que esbanjava um terno caro e um óculos de Sol que cobria seus olhos, ainda que fosse noite. “Quero que conheça o senhor Johns. Senhor Johns, esse é Victor Stone.” – Apresentava o treinador. Os recém-conhecidos se cumprimentam, e o homem então revela suas intenções.

“Victor, eu sou um representante da Academia de Gotham City. Fiquei impressionado com o que fez, e de acordo com seu treinador aquilo não foi nada.” – Diz o homem. Victor agradece os elogios. “Victor, o senhor Johns pode lhe fornecer uma bolsa para a Academia de Gotham. Por mais que eu queira você aqui, acho que essa é uma oportunidade única.” – Afirma o treinador. “Então, filho? O que me diz?” – Questiona o representante de Academia. “Muito obrigado Sr. Johns, treinador...Mas eu preciso falar com meu pai e...” – Dizia ele antes de ser novamente interrompido. “Onde está ele?” - Pergunta Johns. “Bem, ele não veio” – Victor responde.

Após um pequeno período de silêncio, Johns diz que lamenta, afirmando que o pai de Victor não imagina o que perdeu, mas deve estar muito orgulhoso. Victor, por sua vez, responde ao comentário de Johns com um irônico “o senhor nem imagina”.

No estacionamento ali fora, Victor adentra seu carro, um Dodge Challenger vermelho, e joga sua mochila sobre o banco do passageiro. Em seguida ele joga sua cabeça apoiando-a sobre o volante do carro e passa alguns segundos em silêncio. Ele põe a sua mão dentro da sua mochila e retira seu celular. A mensagem que antes tivera visto chegar era de seu pai. “Desculpe, filho. Estava ocupado”. “Que surpresa...” – Balbucia Victor com um tom irônico, dando, logo em seguida, partida no carro.

Na estrada, flashbacks tomam a atenção de Victor. Ele recorda-se de alguns anos antes, quando ouvia, por trás da porta entreaberta do seu quarto, seu pai e sua mãe discutirem entre si. A mãe, Elionore, tentava convencer o pai de que o esporte era um bom caminho para seu filho, uma vez que era a paixão do mesmo. O pai, por sua vez, dizia que isso era um desejo infantil, o mundo não precisa de idiotas correndo atrás de uma bola, perda de tempo. Nesse momento, Silas (seu pai) abria a porta do quarto e percebia que Victor estaria ouvindo a conversa, mas passa por ele sem dizer nada.

Victor, ao volante, se põe aos prantos, até que outra recordação lhe toma. Já mais velho, estava prestes a entrar em campo para uma partida de futebol, quando o treinador lhe contara que sua mãe havia falecido num acidente de trabalho.

A visão de Victor começa a ficar turva por causa das lágrimas e sua atenção está no passado. Isso lhe basta para ir de encontro a um caminhão acidentalmente, cuja colisão arremessa seu carro para fora da estrada. O motorista do caminhão desce rapidamente do veículo para prestar assistência. “Você está b...Oh, meu Deus!” – Assustava-se o homem ao deparar-se com o estado de Victor. O rapaz vê o sangue jorrado à sua volta e o seu carro estraçalhado, mas aquilo vai aos poucos se escurecendo. Sua audição estava cada vez mais baixa, aos poucos não conseguia ouvir mais as buzinas dos automóveis irritados com o congestionamento que causou o acidente, o caminhoneiro ligando para emergência. Assim ocorreu gradativamente, até não enxergar e ouvir mais nada e desmaiar por completo.

Alguns meses depois, Em Washington DC, o Coronel Steve Trevor participa de uma reunião com vários outros militares dentro de uma base militar do governo americano. Eles ocupam uma sala pequena, onde há uma grande mesa redonda com vários líderes das forças armadas sentados ao seu redor. Em pé está o coronel Steve Trevor.

“Ela vem se comportando bem, está se adaptando aos nossos costumes. Às vezes tento levar ela para sair, os senhores sabem, sem levar a espada. Às vezes ela aceita, vamos tomar um café, fazer alguma coisa. O que eu quero dizer é que ela foi criada sem sequer ter contato com representantes humanos do sexo masculino, é tudo muito novo para ela, ainda leva um tempo para ela aprender a lidar com tudo isso.” – Diz Trevor. “De fato, Coronel Trevor. Mas o que estamos falando é que essa foi a quarta fuga dela de seu controle desde que a trouxe para os Estados Unidos há 5 meses atrás e nós não podemos negar que uma mulher com habilidades ilimitadas e sem senso de realidade é perigosa para a sociedade, além de que, a única razão para ela não estar sob responsabilidade do Pentágono ou da ARGUS é porque o senhor, Coronel, me garantiu que não seria necessário.” – Diz um general ao centro da mesa.

“Sim, General Francis, eu entendo. Contudo, quem garante que o Pentágono iria saber lidar com ela? Como o senhor mesmo disse, ela tem habilidades ilimitadas. Além disso, a ARGUS está sendo investigada, senhor. Não acho que seja saudável mantê-la lá. E convenhamos, General, a Diana pode ter causado alguns danos ao patrimônio, mas ela não matou ninguém.” – Continua Steve Trevor.

“Então o que sugere, Coronel Trevor?” – Questiona o General. “Eu sugiro que...” – Dizia ele, ao ser interrompido por uma mulher que abria bruscamente as portas da sala chamando por “Steve”. “Minha nossa...” – Sussurra um dos homens da mesa. “Mulher, essa é uma área restrita, peço que retire-se!” – Ordena um outro homem. Ela desembainha sua espada e aponta-a para o pescoço do homem, fazendo-o engolir o seco. “Eu não admito que me dê ordens, filho de Eva!” – Dizia ela ameaçando-o. “Diana, por favor!” – Suplica Steve. “Vamos, Trevor, o que está esperando? Tire essa criatura daqui!” – Ordena o General Francis. “A quem tu se referes como criatura, homem?” – Questiona Diana com sua espada a apontar para o general. Logo surgem então outros homens armados apontando seus rifles para Diana, prestes a atirar, o que leva Diana a dar um pequeno sorriso no canto da boca.

“Esperem! Esperem!” – Ordena Trevor. “Tiros não vão pará-la, apenas vão piorar as coisas!” – Continua. Steve aproxima-se de Diana e, com uma voz mais calma, pede que ela guarde a espada. Ela segura a arma por mais alguns segundos, até que Steve lhe pede novamente e, então, ela decide atender. Ele a acompanha durante a sua saída do local e pede que os militares baixem suas armas enquanto Diana passa, deixando no local um grande silêncio e a reação de espanto das pessoas ali presentes.

Naquela noite, em Metrópolis, um criminoso chamado Homem-Brinquedo vaga pela cidade dentro de uma espécie de robô de 8 metros que se assemelha a um brinquedo de astronauta. Com armas laser em seus punhos, o homem, aparentemente louco, dispara raios em direção a carros estacionados, explodindo-os e assustando os habitantes. “Os cidadãos pela rua correm em pânico, enquanto Homem-Brinquedo exige que o Superman apareça.“ – Assim dizia a jornalista Cat Grant, dando as notícias pela TV Metrópolis.

Na cena do crime, Homem-Brinquedo avista um outdoor da LexCorp em cima de um prédio e dispara contra ele, fazendo com que ele caia em direção a onde alguns cidadãos estão passando fugindo do vilão, mas quando o outdoor está prestes a esmaga-los, o Superman aparece para salvá-los, arremessando a grande placa de metal em direção ao Homem-Brinquedo, que a explode com outra rajada a laser.

“Vocês estão todos bem?” – Pergunta o Superman, e as pessoas que acabaram de ser salvas comemoram a chegada do herói. “Ouvi dizer que queria me ver.” – Diz o kryptoniano, voando em direção ao criminoso. “Ah, sim, Superman! Você lembra da última vez?!” – Questiona o criminoso. “Para ser sincero, eu nem sei quem é você.” – Diz o herói, que está prestes a socar o vilão, mas ele aperta um dos botões de seus controles liberando de seus ombros alguns mísseis, que explodem ao colidir com o Superman, gerando uma grande fumaça.

O vilão cai em uma gargalhada, e as câmeras dos helicópteros que por ali passavam ficam a observar. “Metrópolis, o Homem-Brinquedo acabou com o herói de vocês! Não foi o Ultra-Humanóide e nem o Caveira Atômica, foi o Homem-Brinquedo!” – Grita o vilão. “Na verdade, você nem me arranhou...” – Diz o Superman saindo do meio da fumaça e acertando um soco no capacete da armadura, onde estava o Homem-Brinquedo e seus controles. Após quebrar o vidro, Superman arranca o homem de dentro do robô, olhando para seu rosto fixamente. “Por favor, não me mate!” – Implorava o criminoso. “Eu não vou matar você.” – Afirma o herói, deixando-o no chão, onde a polícia se aproxima para prendê-lo e voando, acenando para os policiais e para os demais cidadãos presentes na cena, que esbanjam um sorriso ao olhar para o herói.

Naquela mesma noite, em Gotham City, uma gangue de criminosos que carrega uma estranha mala sob a chuva que cai sobre a cidade estaciona suas motocicletas numa área aparentemente deserta no cais.

Enquanto isso, atrás do gancho de um guindaste, o cavaleiro das trevas observa tudo com um binóculo de visão noturna, vendo os suspeitos adentrarem um armazém carregando a tal maleta.

Lá dentro, os membros da gangue se deparam com um grupo de homens bem vestidos, ternos caros e óculos escuros. O lugar tem apenas uma lâmpada acesa, vários caixotes e uma mesa de madeira no meio bem abaixo da lâmpada. “Mostre-me.” – Diz um dos homens engravatados aos rapazes da gangue.

O que parece ser o líder da gangue sinaliza para o que está ao seu lado e ele coloca a maleta sobre a mesa ao centro do armazém. “Abra.” – Ordena o engravatado, e o rapaz abre, revelando uma espécie de caixa tecnológica. “Olha, eu não sei pra que um cara como você vai querer isso, mas tá aí.” – Diz o líder da gangue. “Você não precisa saber, fez sua parte.” – Comenta o homem à frente dos homens de terno. “Olha, mermão, é que a gente normalmente trabalha por um preço e...” – Dizia o líder da gangue quando um dos homens de terno lhe entrega uma mala. Ao abrir, ele se depara com várias notas de dólares. “Caramba...” – Comenta.

Os homens com terno se recolhem e estão prestes a sair carregando a mala com a caixa, quando de repente as luzes se apagam. “Corre!” – Ordena o líder da gangue aos seus comparsas, que tentam fugir mas são derrubados rapidamente no meio do caminho, bem como o próprio líder.

“Homens, preparem-se!” – Ordena o que parecia ser o chefe dos homens de terno, que retiram suas armas dos bolsos e começam a disparar, mas são derrubados um a um pelas costas, até que sobra apenas o chefe de pé, segurando a maleta com a caixa.

A luz se ascende novamente, e então o homem-morcego se revela, o Batman. “O que você quer?” – Pergunta o homem. “Eu quero o que há em sua maleta.” – Responde o Batman aproximando-se do homem, que por sua vez não esboça muita emoção. “Vai ter que tirar de mim!” – Diz ele retirando uma arma de seu bolso, mas antes que pudesse puxar o gatilho, o homem-morcego lhe segura a mão e pressiona-a quebrando seus dedos. ”Para quem você trabalha?” – Pergunta o detetive, mas o homem não responde. Batman o soca no rosto, fazendo-o cuspir sangue e quebrar seus óculos. E em um momento onde perde a concentração, o homem tem a maleta tomada de sua mão.

“Quem é você?” – Pergunta o Batman. “Eu não posso dizer.” – Afirma o homem. “Por que?” – Pergunta o homem-morcego, aproximando-se cada vez mais. “Porque senão ele virá atrás de mim!” – Responde o homem retirando uma outra arma da manga de seu terno, e antes que Batman pudesse reagir, o homem atira em sua própria cabeça. O corpo do homem cai no chão, e Batman ouve as sirenes da polícia chegarem ameaçando invadir o prédio.

Batman olha ao seu redor e localiza uma claraboia no teto do armazém. Ele segura a maleta e prepara o disparador de sua corda. Quando os policiais conseguem arrombar as portas do armazém e adentrar o local, deparam-se com os corpos desmaiados e um homem com seus miolos estourados. “Ele esteve aqui?” – Pergunta um policial ao então Comissário Jim Gordon. O comissário, com um cigarro entre seus dedos, olha para o corpo caído do homem que tivera se matado e, em voz baixa, diz: “Sim...Ele esteve...”, olhando então para a claraboia quebrada acima de sua cabeça.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • Antes de Liga da Justiça: Unidos ser reescrita, o primeiro episódio da série também se chamaria O Início e teria uma participação semelhante de Victor Stone, porém as cenas de Batman e Superman eram diferentes e a Mulher-Maravilha só apareceria mais a diante.
  • O episódio foi revisado por KillerYuri345.
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