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Portas Abertas
DeuseseMortaisEp3
Informações Gerais
Série Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais
Arco Paz
Número do Episódio 3
Sequência
Episódio Anterior A Verdadeira Amazona
Episódio Seguinte Espírito da Verdade
Créditos
Escrito por Usuário: The Black Soldier
Portas Abertas é o terceiro episódio de Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais.

SinopseEditar

Ao vencer o torneio, Diana precisa dar adeus a sua raça e ir, pela primeira vez, ao mundo dos homens, junto de Steve Trevor, e conhecer pessoas confiáveis.

EnredoEditar

- Não acredito em algo deste tipo! - Diana já estava acordada quando sua mãe gritava no quarto em que ela se localizava. – Minha rainha, você precisa se acalmar. Tua filha... – tentou falar Núbia, mas foi interrompida. – Eu não aceitarei palavras idiotas como resposta! Eu quero saber o que ela acha disto – disse a rainha, vendo sua filha se sentando em sua cama. – Mãe... – ela também fora interrompida. – Diana, como você ousaria? Você ousou desrespeitar tua mãe! Eu lhe avisei, não me desobedeça! Por Hera, você poderia estar ferida – ela gritou, expressando sua raiva no grito. – Mãe, já chega. Eu não sou mais uma criança. Eu sou uma amazona, e eu preciso lutar pelo meu povo – disse Diana, se levantando de sua cama. Sua mãe ficou em silêncio por alguns segundos. – Diana... – ela disse, com lágrimas escorrendo por seu rosto, e avançou contra sua filha, que se surpreendeu com o abraço que sua mãe lhe deu.

Antíope entrou às pressas no quarto, sendo seguida por Ártemis, que tentava impedi-la. – Minha irmã... – ela disse, ofegante – Você vai aceitar... Que ela receba a vitória? A nossa armadura sagrada? –. Sua irmã se virou para ela, limpando as lágrimas com suas mangas – Antíope... – ela se virou para Diana, dando um sorriso – Ela ganhou... Em uma batalha justa – finalizou, e viu Ártemis observando. – Eu concordo, minha rainha, ela ganhou justamente – a amazona loira dera um sorriso, e Antíope a olhou com desgosto e saiu andando a resmungar, e a loira foi atrás dela, mostrando um breve sorriso para Diana. Hipólita se virou para sua filha – Diana.... Há mais um teste que é preciso ser feito. Achamos uma espécie de... Arma no pássaro de Steve Rockwell Trevor. Consideramos em usá-lo para testar a vencedora. Descobriremos se ela é merecedora e sobreviverá no mundo dos homens –. Diana concordou com a cabeça, e ouviu sua mãe pedir algo para Núbia, que saiu da sala e voltou alguns minutos depois, segurando uma arma preta pequena.

- É isto? Parece ser... Inútil. – Diana deu sua opinião sobre arma, e não tinha muitas expectativas sobre ela, mas Núbia atirou em um vaso que se localizava no quarto da menina, e o vaso se quebrou em um instante. – Interessante... E rápida também – a menina repensou sobre, examinando a arma nas mãos de Núbia. Núbia também levou dois braceletes, e Hipólita explicou a sua filha: - Assim como o laço, os braceletes são presentes de Hefesto. Se passar nesse teste, irá descobrir também um novo presente feito para você, desta vez feito por uma de nós -. Sua filha equipou os braceletes, e Núbia disparou no momento em que ouviu a resposta quando perguntou a ela se estava pronta. De surpresa, Diana conseguiu se proteger da bala, criando um X usando seus braços. Nos próximos disparos, ela teve a mesma sorte. – Filha... – disse Hipólita, surpresa com o feito.

Nas horas que se passaram, Diana estava se preparando psicologicamente para dar adeus a sua mãe, a família que a acompanhou nesses anos todos em que ela vivia na ilha, e zarpar para um novo mundo, tão perigoso quanto qualquer cobra venenosa que habitava seu lar. Na frente do resto das amazonas, no coliseu, ela recebia o presente feito por uma de sua espécie, e quem estava lhe dando era Io. – Diana, princesa das amazonas, agora protetora do nosso mundo, eu lhe presenteio com estas vestes. Tua mãe me disse para lhe dar uma armadura, e aqui está, uma armadura feita pela melhor ferreira de Themyscira. A única, na verdade. – a amazona deu um sorriso, que foi retribuído. Diana viu as vestes, um traje vermelho, com um símbolo dourado semelhante à um W e um short azul para dar mobilidade a ela. A moça deu um sorriso e abraçou Io. – Obrigado por ter sido... Uma das minhas milhares de mães – ela deu uma risada, mas a mulher que abraçava caia em lágrimas, com um grande sorriso em seu rosto.

Logo, ela estaria olhando para a sua aeronave, um jato que estaria no local menos visitado da ilha, mas agora estava sendo visitado pelas milhares de amazonas que estavam lá para dar adeus para ela. Steve estava finalmente sem cordas amarrando-o, e olhava para Diana como se fosse a primeira vez que encontrava uma mulher linda na vida dele. Diana se aproximava de sua mãe, com um sorriso em seu rosto, mas lágrimas escorrendo junto. – Não consigo... Aceitar... Vinte e um anos... Você é tão linda... Eu não queria te perder, minha filha – ela chorava mais uma vez, agora junto de sua filha. – Você não irá, mãe – Diana respondeu – Você nunca vai me perder. Eu sempre estarei em teu coração – Continuou com o sorriso, firme e forte. Sua mãe a entregou o laço dourado e sua espada, junto dos braceletes, e se distanciou dela, vendo-a sorrir para as outras amazonas que ali estavam. – Eu sei que isto pode parecer um adeus... – ela limpou seu rosto – mas não é. Eu prometo. Eu voltarei, minha família. E eu trarei o orgulho comigo, derrotando Ares e salvando este mundo de seu ódio. Por Themyscira! – ela gritou, batendo em seu peito com sua mão direita e levantando-a.

As amazonas a responderam, fazendo o mesmo sinal. Milhares de vozes disseram ao mesmo tempo, como um coral. “Por Themyscira”. E assim, Diana havia partido, junto de Steve, e seu jato estava no ar quando o aviador tentou puxar assunto. – Ei, já que você sabe minha língua... – ele disse – então você pode me explicar como vocês tem um jato em sua ilha sendo que chamaram o meu avião lá de pássaro? – e Diana precisou pedir para que ele repetisse algumas vezes para entender. – Ja... To? Esse pássaro, ele caiu em nossa... i-lha há muito t-t-tempo. Minhas... amiga-a-as o consertaram e... fiz-z-eram dele especial – disse a princesa ao entender, gaguejando por seu breve conhecimento na língua. – É mesmo? O quão especial? – ele perguntou sorrindo. Ela apertou um botão, mas por dentro não aconteceu nada. Mas quem via de fora, não saberia que o jato estava invisível. Diana lhe explicou depois que ele reclamou. – Aí, não fomos apresentados formalmente. Digo, sabe, não do jeito que as pessoas se conhecem de verdade. Digo, não no meu mundo – ele percebeu o olhar de raiva de Diana – Eu sou Steve Trevor, esse é o meu nome. Nome, sabe o que é, não é? Qual o seu? – ele continuou a observando.

- Steve Trevor. N-n-nome... Diana. – ela disse, um pouco nervosa. – Hm, prazer, Diana... Hã... Tem um sobrenome? – ele perguntou. – Sobrenome? – ela respondeu com outra pergunta. – É, sabe, um sobrenome? O que vem depois do seu nome. Não sabe? – ele viu ela negando com a cabeça – Ok, então você é... Diana de Themyscira – ele continuou com seu sorriso. – Diana... de... Themyscira... Eu gostei – ela retribuiu o sorriso dele. Nas horas que vieram, Steve teve que guiar o jato das amazonas, pois ele era o único que sabia um bom lugar para ir. – Aquele é o Piquet – ele disse apontando – Lá é a base da ARGUS, a agência secreta na qual eu trabalho. Você sabe o que é uma base, certo? – ele viu o rosto dela, confuso – Tá, certo. Uma base é um lugar onde... Nós ficamos reunidos e decidimos o que fazer das nossas vidas – ele deu mais um sorriso. – Como... Um lugar onde ficaria um conselho? – ela perguntou, olhando para o Piquet, que estaria a poucos metros abaixo deles, disfarçado como uma aeronáutica em uma área abandonada de Londres. – É, quase isso – Ele respondeu. No momento em que se aproximou da base aeronáutica com o jato, mísseis apareceram. “Quem se aproxima?”, eles ouviram um alto-falante. – Sou eu, Etta! O Steve! – ele disse logo após descobrir um alto-falante no jato.

“Senha!”, a voz gritou, e Steve respondeu gritando “Xeque-mate”, e o chão da aeronáutica se abriu, revelando uma base na qual Steve pousou com o jato. Ele saiu do jato e foi recebido por uma mulher negra, que se surpreendeu ao ver Diana saindo junto dele. – Onde esteve, Steve Trevor?! – ela disse, enraivecida. – Olha, Etta, você não vai acreditar – ele explicou sobre a ilha e as amazonas, e viu outro homem loiro se aproximando. – Caramba, uma ilha cheia de mulheres? Isso é o meu sonho. E o sonho de lésbicas – ele riu, e se aproximou de Diana – Prazer, moça. Eu sou Tom Tresser. – ele estendeu sua mão e ela a apertou. Ele se aproximou de Steve – Caramba, você arranjou tipo, uma mulher mais gostosa que a Barbara, e eu achando que isso aí fosse impossível – ele sussurrou. – Cala a boca, Tresser – Steve respondeu em voz alta. Diana começou a andar pela base, observando o local. – O que... São essas coisas? – ela disse, na sala de armas, que dava direto a prisão. – Ei, moça. Eu sei que isso é confuso, mas você não pode sair por aí mexendo nas coisas – disse Etta, caminhando atrás dela, e ela se virou para Trevor – Você tem certeza.... Disso... “amazonas”? A única que sabe dessas coisas é a Barbara, e ela está de férias da nossa agência, dando aula neste exato momento.

- E porque chamaríamos a Barbara? Se a mulher aí for lésbica mesmo, ela vai se apaixonar na hora, eu não gostaria disso, pelo menos gostaria de uma chance com ela – disse Tom – Cala a boca, Tresser – ele recebeu novamente como resposta, dessa vez vindo de Etta, e a mulher negra se virou para Steve – Você acha que precisaremos tirar a Barbara de suas férias? – ela perguntou para ele. – É. Eu acho. Pelo menos, por uma semana só. Diana sabe o básico de nossa língua, é incrível. Parece que ela recebe estudo em sua ilha – ele falou, observando-a – Barbara seria de grande ajuda aqui. E ela também ensinaria a Diana a como gastar o dinheiro da ARGUS – ele sorriu.

- Aí, eu posso ajudar ela a conhecer umas salas, sei lá, que tal a minha sala? Não vai sair nenhum barulho de lá, nem vão escutar... – Tom foi interrompido por mais um “cala a boca”, vindo novamente de Steve. Em uma escola, uma mulher loira está lendo um livro em voz alta, e escrevendo em um quadro – Então, é isso que... – ela tenta terminar, mas o sinal bate e os adolescentes saem correndo da sala, guardando seus materiais com pressa. Com um sorriso, a mulher observa eles e se senta, recebendo uma ligação. – Alô? Sim, é ela. Quem fala? – seu sorriso saiu de seu rosto – Etta? Ah, achei que... Ah, não, não tem problema. Amazona? Sim, eu apareço aí. Não, não tem problema mesmo – ela desligou seu telefone e guardou em sua bolsa, junto de seus livros, saindo as pressas como os seus alunos. Algumas horas depois, ela se localizava no Piquet, se encontrando com Etta Candy, que lhe apresentava Diana, presa em uma cela, sentada calmamente.

- Então, Barbara. Essa é... A amazona. – Etta disse, vendo a loira se aproximar das grades. – Olá, seu nome é Diana, certo? Eu sou Barbara Ann Minerva. Você pode me chamar de Barbara Ann, se quiser. Ou só de Barbara – ela deu um sorriso observando a mulher de cabelos pretos. – Barbara... – Diana disse, olhando para ela, e retribuindo o sorriso. – Di, eu estudei a sua espécie a muito tempo, ei, posso te chamar de Di, né? – Barbara se sentou, olhando para ela que concordou com a cabeça – Vocês acreditam nos deuses gregos, não é? – as palavras deixaram Diana confusa. – Gregos? E sim, eles existem. Eu, como exemplo, fui criada do barro graças a Atena – ela começou a explicar, enquanto Barbara anotava e traduzia algumas palavras gregas para o inglês para ajudá-la. Numa hora, Etta entrou na conversa. – Você acredita nisso, Babs? – Etta disse, olhando para ela – Nessa baboseira de... Deuses? – e Barbara se levantou. – Etta, você viu uma invasão alienígena nos últimos meses. Esses... Caraptonanos, não sei o que – “Kryptonianos”, Etta corrigiu.

– Que seja. Você viu que eles existem. E ainda tem esses meta-humanos surgindo. Fizemos tudo para encobrir eles, até mesmo tivemos que separar um menino de sua família por isso. Temos um cara que corre na velocidade da luz e até um homem-morcego em Gotham, por Deus. Agora você não vai acreditar porque essa mulher vinda de uma ilha criada por deuses disse que deuses são reais? – disse Barbara, que sem notar, rasgou o bloquinho no qual ela anotava. - Se acalme, Babs – ela apontou para o bloco de notas – Está bem, eu acredito. Steve me disse que ela veio para saber mais desse mundo e... Não sei, salvá-lo. – Barbara voltou sua atenção a Diana, que quebrou as grades de sua cela com suas mãos, facilmente. – Di... Conte-me mais de sua história – Barbara viu a mulher largar a grade no chão e começou a contar sobre Ares e sua ameaça. Nesse mesmo tempo, Barbara notou o laço dourado na cintura da mulher, brilhando intensamente. E voltou a prestar atenção na história, concordando com sua cabeça e um sorriso.

Depois de algumas horas, Barbara estava conversando com Etta na sala da mesma. – É incrível – Barbara começou – essa história. Eu só sabia do ataque de Hércules, nem ao menos sabia de que Themyscira foi criada graças ao Ares – terminou. – Então, Barbara, o que acha? O que devemos fazer com ela? – perguntou Etta. – Devemos... Esperar. Descobrir mais, se ela tiver mais. Acredito que não, mas se tudo for verdade, e eu tenho certeza que é... – Barbara respondeu – então Ares “pode voltar” a qualquer momento. E se ela vai ficar aqui, ela não pode chamar muita atenção, como quebrar as grades de uma cela – ela finalizou novamente. – Olha, eu não acredito nessa baboseira, mas estou confiando em você. Quem irá supervisionar a guerreira ali, então? – Etta disse. – Eu aceito. Ela pode ficar no meu apartamento até... Bem, essa “missão” dela acabar. E até ela puder voltar para sua casa – Barbara respondeu, sentando-se – Eu também irei introduzir a ela o chamado “cartão de credito” – ela terminou, sorrindo.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • A cena em que Diana quebra as grades da cela e a cena de apresentação de Barbara Minerva foram ambas baseadas em cenas do Renascimento da Mulher-Maravilha. 
  • A cena em que Diana precisa se proteger da arma foi baseado na história em quadrinhos Mulher-Maravilha: Deuses e Mortais e no Renascimento da Mulher-Maravilha.