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Raiz do Mal (NA)
Titas simbolo
Informações Gerais
Série Titãs
Temporada 1
Arco Apresentações
Número do Episódio 4
Sequência
Episódio Anterior Novos Parceiros
Episódio Seguinte Oi, Pai
Créditos
Escrito por Ominimon
Raiz do Mal é o quarto episódio da série Titãs.

SinopseEditar

Os poderes de Ravena tomam conta do corpo da garota, causando problemas com a vilã Hera Venenosa. Estelar precisa despertar o máximo de seus poderes para salvar seu time.

EnredoEditar

Robin em sua moto segue a localização de seus companheiros. O herói possui experiência em seguir rastros e graças a alguns aparelhos e técnicas, logo descobriu que seus amigos estão em uma área abandonada de Jump City. Uma área vizinha da Periferia não muito longe donde Robin foi salvo por seus antigos parceiros. O cenário mudara para casas e prédios pichados que parecem estar despencando, lojas vazias e quebradas e ruas sombrias. O céu refletia o amanhecer, um lindo roxo com pinceladas laranja.

O rapaz descobrira que seus amigos estavam dentro do que seria um mercado há alguns anos. Robin abandona sua moto nas proximidades e entra por uma porta de metal amaçada e enferrujada. Quanto mais ele adentrava naquele enorme espaço quase vazio, preenchido por apenas algumas prateleiras, mais ele conseguia capitar ruídos e o som de ventos ferozes. Saindo de perto das prateleiras, ele sente o chão vibrar e continua caminhando cautelosamente até chegar a uma enorme parede branca que em sua extremidade à esquerda jaz uma porta de vidro agora trincada semelhante a uma teia de aranha.

Robin nem precisou se aproximar muito para ser o suficiente para sentir algo ruim, um clima maligno lá dentro. Suspirou. Com seu bastão terminou de detonar o vidro, se jogando ali com uma cambalhota. Sente uma sensação horrível. Dor de cabeça e náusea, mas que logo passam. Ao abrir os olhos leva um pequeno susto indesejado.

Ravena está flutuando com o rosto pálido e pavoroso no centro da sala, cuspindo palavras indecifráveis como uma assombração em um filme de terror. Feixes de sombras frenéticas circulam em seu redor e fazem a sala ficar cada vez mais escura como os olhos da garota. Robin não se sente bem por estar naquele lugar, sente uma dor no peito. Acaba ficando cada vez mais fraco e gelado. O rapaz contorce seu corpo apertando seu tórax. Logo sente uma tontura enorme e tudo passa a ficar escuro. Ele não devia estar ali.

A sala chegou a um nível de breu tão profundo em que todos os objetos sumiram. Silêncio absoluto. Ravena parara de gritar. O herói ouvia sua respiração e apenas isso. Tentou caminhar, mas sentia-se fraco demais para dar um passo. Seus ossos doíam apenas por tentar movimentá-los. Olhou para todos os lugares, não enxergava nada e com a tontura que estava sentindo ficou grogue, e tudo, que agora é o nada, parecia rodar. Está muito confuso. Respirou fundo. Olhou para cima lentamente. O rosto está sonolento. Nada mais parecia fazer sentido, entretanto notou algo escorrendo pelo teto. Algo forte e vermelho. Robin deixou gotas daquele liquido cair em seu rosto, é quente. Não se importou. Era como se estivesse sonhando.

Não notou que sua mão havia levantado em direção ao líquido quente involuntariamente. Parecia busca-lo, querendo tocar aquela substancia que apareceu tão inesperadamente. O herói sente sua mão travando na metade do caminho sem que pudesse alcançar o teto, ele resistiu, mas sua mão não levantava mais, parecia estar sendo puxava para o sentido oposto. O líquido espalhou-se pela parte superior da sala e formou uma figura estranha, semelhante a uma boca aberta. Robin a fitou em dúvida.

Subitamente o garoto é puxado para trás com violência. Apenas sai do transe quando sente suas coxas doendo ao atingirem o chão e ainda no mesmo movimento suas costas atingem uma grade de metal causando um estalido agudo, o despertando de vez. A sala voltou. Olha para os lados procurando respostas desesperadamente, necessita parar para respirar, pois acabara de sair de um pesadelo, entretanto agora está protegido atrás de outras grades de metal. Ravena ainda está gritando e alguns objetos estão voando e sendo lançados em lugares aleatórios, por isso é melhor que ele se proteja. Não havia notado de primeira, mas ao seu lado há uma belíssima mulher de cabelos ruivos e pele meio esverdeada, a Hera Venenosa.

Franziu o cenho e a ignorou por um instante. A sala está coberta por plantas e raízes que correm do teto até o chão, passando pelas paredes e tampando enormes janelas de vidro por onde a luz costuma atravessar. Robin olha de relance para os lados, não demorou muito para notar objetos jogados como tijolos, pedaços de madeira,  prateleiras caídas, mesas quebradas, caixas de papelão voando, cacos de vidros e pedaços de metal que se batiam no ar.

– O que aconteceu aqui? – Robin virou-se para Hera Venenosa.

– Pensei que você ia fingir que não me viu... – sorriu maliciosamente. Mas ainda parecia assustada.

– Me diga o que você fez com a Ravena? – A cortou. – E o que você está fazendo aqui?

– Harley. – Ela suspirou – O Coringa a prendeu nos destroços de um dos prédios aqui perto. Ela me mandou um pedido de ajuda via mensagem achando que era algum tipo de brincadeira. Estava a procurando quando esses aí apareceram reclamando...  E garoto – Hera mudou de semblante e fez um sorriso provocante. – Acho que seus amigos te odeiam por deixa-los sozinhos por muito tempo – completou.

Robin se frustra ao descobrir que a Hera Venenosa soube de algo tão íntimo sobre o que está acontecendo com ele ultimamente. É um assunto delicado que ele não gosta de discutir e agora a vilã sabe parcialmente de uma fraqueza dele. Não vai demorar em que ela passe a usar isso como vantagem em algum momento. Hera não sabe de tudo possivelmente, mas não há nada que ela queira que ela não consiga.

– E essa Ravena, esse é o nome dela? – Arregalou os olhos zangados. – Essa pirralha é maluca! – Robin quase riu ao notar o exagero natural nas falas de Hera, mas não o fez, não é o momento adequado para isso – Não sei como, mas ela me viu e sem motivo nenhum me atacou. No inicio até tentei fugir, mas bem, se eu não reagisse essa garota poderia ter me matado e matado a Harley. Então revidei – Pareceu voltar a falar de vagar como ela geralmente fala – E acabamos aqui. Ela jogou todo mundo aqui dentro. O garoto verde correu para acalma-la enquanto a grandona tentou me parar. Aí eu joguei a perua no meio da sala... – Fez menção de gargalhar, mas conteve-se.

Robin com um semblante sério levantou e foi em direção à sua amiga. Hera Venenosa não tentou impedi-lo, apenas observou. Sentiu novamente um calafrio e suspirou. Olhos fixos em Ravena. Robin olha de relance para o lado direito enquanto caminha de vagar, Mutano estava ali se escondendo. O garoto verde nota o amigo passando ao lado e, com os olhos arregalados e sobrancelhas arqueadas, percebe o que ele irá fazer. Pensou em levantar-se, mas voltou a se esconder.

– Não! Eu tentei. Não dá. – cochichou. Robin o olhou, mas ignorou. Continuou. – Ei! Você está louco? – Cochichou com mais intensidade antes de se esconder atrás da mesa por completo.

– Ravena? – Ele consegue chamar a atenção da garota. – Ravena o que houve com você? – Conseguiu aproximar. Ela olhou para ele sem nenhuma expressão, não parecia uma ameaça. Tentou tocá-la, porém algo verde explodiu atrás de seu corpo.

Robin só não foi arremessado para frente porque subitamente Ravena ajoelha e grita lançando o herói para trás e o esculachando na parede. Sua respiração fica lenta pelo impacto no peito, tenta reagir, entretanto não consegue mover seu corpo graças a pressão que os poderes de Ravena estão fazendo sobre o menino prodígio. Olha fixamente para frente procurando saber o que realmente aconteceu naquele lugar, estava obvio na verdade, mas Robin quis ter certeza que todos estão bem, que não é o caso. Mutano está sendo pressionado pela mesa onde antes ele estava se escondendo, parecia gritar de dor e não podia sair dali. Robin tentou gritar o nome do amigo, sem sucesso.

Hera também estava presa às paredes. De alguma forma consegue controlar uma raiz e a obriga a correr para o meio da sala. O rapaz queria impedi-la, mas não conseguiu nem gritar para que parasse. A raiz prende no pescoço da garota e se envolve ali, parecia chamar mais raízes para realizar o mesmo, em resposta Ravena grita de desespero, já Hera estava enfurecida.

Um disparo de starbolt rasga as raízes e Ravena é jogada ao chão perdendo o domínio sobre os Titãs e Hera Venenosa. Mutano sente-se aliviado após se livrar da pressão que a mesa fazia sobre seu corpo. Estelar havia resistido aos poderes de Ravena possivelmente devido aos seus poderes alienígenas. Hera irá atacá-la, entretanto Estelar não sabe o que deve fazer tão rapidamente, não quer lutar, porém Hera Venenosa tem que sair dali, a presença daquela mulher pode ser muito prejudicial de certo modo. Ela tem que ser derrotada agora. A tamariana segue caminho reto em direção à vilã, esta que ri em silêncio pronta para uma parte dois dessa batalha.

As plantas de Hera se expandem por toda a sala e as flores se transformam ficando gigantes. Com um gesto de mãos, as raízes se envolvem em Robin e o prende na parede novamente, já Estelar recua com três passos para trás e Mutano avança como um lobo verde. Ravena está acordada, mas muito ocupada com seus problemas internos para lutar.

As plantas de Hera explodem e avançam para derrotar o lobo que em saltos longos consegue escapar e se aproximar o suficiente da vilã para morder seu braço direito, antes de ser retirado dali por mais raízes. Estelar atira, Hera desvia e se protege entre galhos fortes. Cipós prendem os pulsos da alienígena, ela perde que muito tempo tentando se desvencilhar para em seguida raízes grossas prenderem em suas pernas e expandem-se pelo corpo da moça. Estelar olhar para os lados como um pedido de ajuda e acaba notando que Mutano também foi pego.

– Acho que tenho que dizer. Quanto mais sol eu recebo, mais poderosos meus bebês ficam. Dá uma olhada nas janelas.  São enormes, o que quer dizer mais sol pra mim. – Hera comentou junto com uma risada.

“Mais sol pra mim”, aquelas palavras se prendem na mente de Estelar. Tem uma ideia do que fazer, mas não sabe como irá fazer. Ela geme de dor quando as raízes giram em seu corpo apertando mais, seus gemidos se transformam em gritos, mas não só de dor, de raiva. A adrenalina em seu sangue dá mais intensidade aos seus berros, todavia, ela para de relutar e sabe que, o que quer que esteja em sua mente, a forma de fugir, ela terá que relaxar e se concentrar.

Sopros e suspiros. Concentra.

As raízes apertam mais. Concentra.

Elas estão rasgando seu corpo. Concentra.

A dor chega aos seus ossos. Gemidos. Concentra.

A pele formiga. A energia flui. Mais gemidos. Concentra.

Seu corpo ferve. Repentinamente abre os olhos verdes cheios de poder.

As raízes ao seu redor perdem a força, as plantas ao seu derredor murcham, as flores diminuem, as trepadeiras caem do teto e Hera ganha uma enorme dor de cabeça. Todos os seres que precisam de sol dentro daquela sala são afetados, sentem-se frios e vazios, e as plantas acabam morrendo.

–Você pode até ter mais sol pra você. – Está tudo sobre seu controle agora, o que a anima. – Mas eu posso ter o sol só pra mim! – Com suas Starbolts, Estelar destrói as raízes que a prendiam e apruma o corpo, encarando sua inimiga com um sorriso determinado.

– O que você fez? – Hera confusa gagueja, hesitando para trás.

Desvio solar. Todo tamariano pode absorver energia solar para voar, mas agora foi diferente. Estelar não só absorveu a energia solar, mas como roubou a energia absorvida pelas plantas e pela própria Hera Venenosa, e desviou os raios solares para que ninguém pudesse absorvê-los, apenas ela, algo igual um imã. Nunca tivera feito isso, certamente é um avanço.

Estelar não perde tempo pra explicar, ajeita seu corpo como em um combate e em um ímpeto avança sobrevoando o chão, cabelo em chamas, olhos verdes reluzentes, fecha o punho em menção de um soco que é realizado em forma de gancho acertando o rosto de Hera Venenosa, esta, que parecia leve e frágil como o papel, é arremessada e atravessa a janela, parando lá fora.

Estelar não se preocupa com a vilã e a deixa onde está sem se certificar de nada. Estelar vira-se para seus amigos, ambos esparramados no chão, Mutano e Robin ainda estão acordados, diferente de Ravena que em algum momento ficou desacordada. Estelar cria um sorriso doce, como se ela não tivesse acabado de socar alguém. Um sentimento de afeto é criado no coração da garota, ela fica feliz em ver todos eles ao seu lado, ela tem amigos agora. Talvez agora ela pare de se sentir sozinha...

Robin desprende os cipós e raízes mortas de seu corpo, Mutano fez o mesmo e parecia estar muito animado. Robin caminhou em direção a Ravena sem se preocupar com o destino de Hera Venenosa. Possivelmente ela continuará procurando a Arlequina.

– Isso foi incrível! – Mutano gritou de emoção.

– O que aconteceu? – Ravena levanta com a mão na cabeça, como se sentisse dor.

– Deixa isso pra lá, você precisa descansar – Robin respondeu.

Robin só pensa em ajudá-la, mas Ravena não estava ali querendo que ele o fizesse. O tratou com desdém, levantou-se e foi em direção a janela quebrada. Sem olhar para trás subiu e atravessou a janela. Suspirou. Ela acabara de perder o controle sobre os poderes e terá que fazer alguma coisa sobre isso.

– Não, eu preciso meditar. – Ela sai pela janela voando.

– Ela vai ficar bem? – Estelar perguntou.

– Não sei. – Cochichou – Já sabem o caminho de volta. Podem ir. Minha moto está aqui do lado.

– Certo! – Estelar assentiu e fez o mesmo que sua amiga.

Robin não irá se preocupar com Hera. Ela certamente não voltará para apanhar novamente e deve se preocupar mais com sua melhor amiga do que uma revanche. O rapaz espera Estelar passar pela janela para chamar atenção de Mutano. Ele quer conversar, e como Garfield é o herói mais antigo e experiente fora Dick, ele o ouvirá

– Vocês estavam me procurando, não estavam?

Mutano virou-se para o colega. O rosto parece desapontado. Mutano sabe o que está acontecendo, mesmo referindo não comentar sobre o assunto com Robin ou com qualquer um dos Novos Titãs.

– Ravena deve estar piorando por sua causa...

– Como? – Robin quis entender.

Mutano pareceu estar mais bravo ainda. Não saiu xingando Dick por tudo que existe pelo respeito que tem companheiro.

– Não percebe? O que ela está passando é real e você não dá à mínima. Somos uma equipe, Robin! E se um dia você resolver deixar a gente, eu juro que não vai ficar legal pro seu lado. Qualquer problema que esteja passando que se resolva logo ou peça ajuda, porque isso não só me deixa furioso, como também está afetando a todos, até a Estelar está mais assustada ultimamente. – Mutano estava decepcionado, ele é do tipo que faz de tudo para que uma equipe continue unida.

Mutano sobe a janela e vira uma ave, escapando dali. Robin senta por um tempo e reflete. Ele certamente deve ir atrás de ajuda.

PersonagensEditar

CuriosidadesEditar

  • Esse capítulo possuia dois rascunhos, o resultado foi a junção dos dois.
  • Hera Venenosa menciona que Coringa prendeu Arlequina em Jump City.
  • O poder de roubar a energia solar de Estelar também está presente nas hqs. Estelar já usou esse poder para derrotar um exercito de Kriptonianos.
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